Ex-presidente do BB e da Petrobras, Aldemir Bendine é condenado a 11 anos de prisão

Aldemir Bendine deve cumprir pena imposta pela Justiça

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine foi condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato. A sentença foi decretada nesta terça-feira (7) pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª vara federal de Curitiba.

Na decisão, Moro afirmou que Bendine pediu e recebeu propina do Grupo Odebrecht enquanto esteve na presidência da Petrobras, a partir de fevereiro de 2015, quando substituiu a ex-presidente Graça Foster.

De acordo com o despacho judicial, “o condenado assumiu o cargo em meio a um escândalo de corrupção e com a expectativa de que solucionasse os problemas existentes. O último comportamento que dele se esperava era de corromper-se, colocando em risco mais uma vez a reputação da empresa”.

O cumprimento da pena, segundo determinou Moro, será em regime fechado. Bendine está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, desde julho do ano passado.

O executivo presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras até maio de 2016.



Governo estuda mudança na tributação de combustíveis, afirma Meirelles

Governo estuda mudança na tributação de combustíveis

Desde que passou a adotar a estratégia de calcular o preço dos combustíveis levando em conta o mercado internacional, o governo federal tem sofrido críticas. Por ser uma empresa estatal, a Petrobras é controlada pela administração pública. Uma das saídas encontradas pela equipe econômica de Temer é fazer mudanças na tributação sobre a gasolina, o diesel e o álcool, por exemplo. É o que afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta quarta (7).

“A política de preços da Petrobras, e eu deixei isso claro na minha fala, é autônoma, baseado na eficiência corporativa, na realidade do mercado. A Petrobrás fixa o seu preço, de acordo com as condições de mercado e de produção da empresa. Mas, de qualquer maneira, é uma das questões que tem que se olhar. Estamos revisando isso e ver se há alguma coisa a fazer ou não.”

O ministro explicou ainda que o governo não pretende mudar a forma como a Petrobras define os preços, baseada na cotação internacional, e ressaltou que existem diversos fatores que aumentam o preço do combustível. Ele chegou a citar a margem de lucro das distribuidoras, no caso do gás, e disse que há possibilidade de ação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.



Polêmica sobre voto impresso movimenta Brasília; TSE classifica medida como “retrocesso”

TSE classifica medida como “retrocesso”

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou, nesta semana, um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) elencando diversos riscos, problemas e dificuldades na implantação do voto impresso nas eleições de outubro deste ano.

Elaborado pela assessoria jurídica da Corte eleitoral, o parecer afirma que a nova regra, aprovada em 2015 pelo Congresso, representa “inegável retrocesso no processo de apuração das eleições”. Além disso, coloca em risco o segredo do voto “sem aparente utilidade concreta”.

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