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Acusado de matar Gegê e Paca será transferido para o Ceará

Gegê do Mangue e Paca forma mortos pela própria facção

Um dos acusados de matar Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, será transferido para o Ceará. Na decisão do colegiado de juízes da 1ª Vara da Comarca de Aquiraz, publicada nesta quarta-feira (27), os magistrados solicitam que André Luís da Costa Lopes, o ‘Andrezinho da Baixada’ seja enviado ao estado para participar de uma audiência de custódia na cidade onde o crime aconteceu. A transferência ainda não tem data definida.

‘Andrezinho’ é denunciado pelo duplo homicídio dos chefes de uma facção criminosa paulista, ocorrido em fevereiro de 2018, na Região Metropolitana de Fortaleza. Gegê e Paca foram encontrados mortos em uma reserva indígena. Conforme a investigação, membros da facção ordenaram a morte dos dois porque eles usavam dinheiro da organização criminosa para sustentar uma vida de luxo em Aquiraz, área nobre do litoral cearense. Eles viviam em uma mansão e possuíam carros de luxo, que foram apreendidos pela Justiça.

André Luiz foi preso pelo crime no dia 31 de outubro do ano passado, ao se entregar à Delegacia de Guarujá, em São Paulo, acompanhado de um advogado. Atualmente o suspeito está recolhido em um presídio federal de segurança máxima.

Além de ‘Andrezinho’, foram acusados pelos assassinatos e por compor organização criminosa: Gilberto Aparecido dos Santos, o ‘Fuminho’; Carlenilto Pereira Maltas, o ‘Ceará’; Erick Machados Santos, o ‘Neguinho Rick da Baixada’; Ronaldo Pereira Costa; Tiago Lourenço de Sá de Lima; Renato Oliveira Mota; Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos; Jefte Ferreira Santos; e o piloto Felipe Ramos Morais. Wagner Ferreira da Silva, conhecido como Cabelo Duro, o 11º envolvido no crime, foi morto poucos dias após o duplo homicídio.

Na decisão da Justiça cearense também foi solicitada a disponibilização de datas dos presídios federais, onde estão presos Tiago Lourenço e Carlenilto Pereira, para a realização de videoconferência, para que sejam ouvidas as testemunhas de defesa dos suspeitos.

A decisão da comarca de Aquiraz também solicita a expedição de uma carta precatória com a finalidade de ouvir testemunhas dos réus Jefte Ferreira e Maria Jussara. Por fim, é determinada a elaboração de uma certidão circunstanciada para serem ouvidas as testemunhas relacionadas pelo Ministério Público e dos réus Felipe Ramos, André Luís e Erick Machado.