Após reunião com Lula, petistas falam em “olhar o futuro” e defender o governo

     Valter Campanato/Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil

Integrantes da bancada petista do Senado e da Câmara, que se reuniram por mais de quatro horas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, nesta segunda-feira (29), saíram do encontro falando em reagir aos ataques para “virar a página” na crise de imagem que atingiu o partido.

De acordo com o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), em vez de críticas, desta vez, Lula passou o encontro apelando pela defesa do governo da presidente Dilma Rousseff e tentando encorajar a bancada a defender o partido do “cerco armado” para criminalizar a legenda.

“Foi a reunião em que mais se defendeu o governo da presidente Dilma. O que mais Lula fez na reunião foi defender o governo de Dilma”, disse Guimarães. “Ninguém conseguirá separar PT de Lula, o Lula do PT, o PT de Dilma, e o Lula de Dilma. Essas três coisas são inseparáveis”, afirmou.

Segundo ele, a ordem é deixar no passado as críticas feitas por Lula em um encontro com religiosos, quando o ex-presidente comparou Dilma a um “volume morto”. “Ele falou isso em uma reunião, mas isso está superado, olhemos para o futuro”, disse Guimarães, ao sair do encontro.

“Só posso assegurar que foi uma das melhores reuniões da bancada dos últimos anos. Não era para se decidir nada. Era mais de afinamento político. De passarmos em revista ao debate político do momento e de enfrentamento das necessidades da bancada enquanto coletivo, na defesa do nosso projeto, na defesa do governo e na defesa do PT”, disse o líder, que apontou as orientações de Lula aos petistas para reagirem em defesa do partido.

“Agir coletivamente é enfrentar a oposição com o mesmo radicalismo que eles nos enfrentam. Fazermos a disputa política no nível que é necessário. Mostrar para a sociedade qual é o cerco que tentam montar para o PT, sobretudo na criminalização do PT, e defendermos um projeto diferente para o País”, explicou.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa também apontou que as críticas à política econômica e ao pacote fiscal não devem ser a tônica do partido nos próximos meses. “O presidente chamou atenção de que é preciso virar a página do discurso político”, disse ele.