Ato pró-Guararapes em frente ao MPT em Natal teve 5 mil pessoas

Ato pró Guararapes teve 5 mil pessoas – (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)

Tribuna do Norte – Os empresários e funcionários das facções têxteis do Rio Grande do Norte, além de empregados da Guararapes, realizaram um protesto na tarde de ontem (21) contra a ação civil público do Ministério Público do Trabalho (MPT), que aponta irregularidades em fábricas no interior do Estado que prestam serviço à industria têxtil. O ato aconteceu em frente à sede do MPT, em Lagoa Nova, e teve a participação, segundo os organizadores, de aproximadamente 5 mil pessoas. Cerca de 100 ônibus da Guararapes foram destinados ao transporte dos empregados da fábrica localizada na Grande Natal. Outros trouxeram os empregados das facções do interior do Estado.

A manifestação durou pouco mais de uma hora, com parcela dos participantes gritando palavras de ordem motivados por locutores em carros de som. Outros presentes permaneceram mais afastados e se mostravam mais distraídos, sem muita participação. A TRIBUNA DO NORTE conversou com alguns dos que estavam nos dois grupos, mas poucos quiseram falar.

A manifestação foi encerrada às 17h. Foi solicitado aos presentes que recolhessem o lixo e se organizassem por cidade para não congestionar a Av. Salgado Filho, que fica próximo ao MPT. Muitos, residentes de Natal, não aguardaram os ônibus da Guararapes e foram embora em linhas do transporte público, o que causou longas filas e chegou a congestionar a avenida.

A assessoria de imprensa do MPT informou que o expediente no órgão foi encerrado mais cedo, por causa do protesto, mas que o órgão não se manifestaria sobre o ato. Na quarta-feira (20), o Procurador Geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, disse em coletiva de imprensa que a postura de executivos da Guararapes tem se mostrado “exagerada e agressiva, em especial à procuradora [Ileana Neiva]” e completou afirmando que “se o objetivo desta manifestação for tentar fazer com que o MPT desista da ação, já está frustrado. O MPT não vai desistir dessa ação. Não é assim que uma empresa que se diz disposta ao diálogo age”.