BRASIL: Cai número de brasileiros que admitem beber e dirigir, segundo levantamento do Ministério da Saúde

Os brasileiros estão cada vez mais conscientes quando o assunto é a mistura de bebida alcoólica e direção. É o que sugere pesquisa do ministério da Saúde realizada recentemente. Segundo levantamento, após o endurecimento da Lei Seca, o percentual de adultos que admitem beber e dirigir nas capitais do país teve queda de 16 por cento.

No último ano, cinco vírgula nove por cento dos brasileiros afirmaram ainda manter o hábito de conduzir veículos motorizados após o consumo de qualquer quantidade de álcool – o que indica uma queda em relação a 2012, quando sete por cento dos entrevistados admitiram cometer a infração. Vitória, Rio de Janeiro e Recife se destacam como as capitais com o menor percentual de entrevistados que referiu dirigir após de beber – três por cento. Florianópolis, com 14 por cento, e Palmas, com 11 por cento, tiveram a maior proporção.

Para a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, a redução é significativa. Ela destaca que, além de evitar a mistura de álcool e direção, o brasileiro precisa dirigir com responsabilidade.

“É essencial não associar álcool e direção, não usar celulares, não passar mensagens durante a direção, ter muita atenção nas sinalizações, nas placas, usar o cinto de segurança, usar o capacete. Enfim, eu acho que todas essas são medidas importantes para que a gente possa contribuir nas mortes no trânsito”, disse Deborah Malta.

Atualmente, o Brasil é um dos 25 países do mundo que estabeleceram a tolerância zero para o consumo de bebida alcoólica por motoristas e um dos 130 que usam o teste do bafômetro como forma de garantia do cumprimento da lei, de acordo com o relatório global da Organização Mundial de Saúde sobre álcool e saúde.

No país, mais de 42 mil pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito em 2013. De acordo com os dados mais recentes da Polícia Rodoviária Federal, em 2014, 508 morreram nas rodovias brasileiras em razão de acidentes nos quais houve envolvimento de motoristas alcoolizados. Em 2015, até abril, as mortes contabilizadas pela PRF com esse tipo de ocorrência já chegam a 146.