Caicoense foi o responsável por morte de detento no presídio Rogério Coutinho Madruga

José Rodrigues dos Santos, também conhecido por Neném, foi o responsável pela morte de detento no Rogério Coutinho
José Rodrigues dos Santos, também conhecido por Neném, foi o responsável pela morte de detento no Rogério Coutinho

O caicoense, José Rodrigues dos Santos, também conhecido por Neném, foi o responsável pela morte do preso Alexandro Teodósio da Silva Pessoa, que foi esfaqueado e morto na manhã da quarta-feira (10), durante o banho de sol no Presídio Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta/RN.

No passado, ele esteve envolvido em diversos crimes praticados em Caicó, entre eles a morte de Francimar Adriano Gomes, de 19 anos, conhecido como “Cabelo de Fogo”, que foi morto com 5 disparos de arma de fogo no Bairro João Paulo II. Inclusive as penas aplicadas nos processos que responde (homicídio e tráfico de drogas) foram unificadas no dia 14 de outubro de 2014. Ele tinha cumprir 24 anos, 10 meses e 10 dias no regime fechado.

Com relação ao homicídio praticado no Presídio Rogério Coutinho Madruga, o Portal G1/RN, teve acesso ao seu depoimento na Delegacia de Polícia Civil. Neném disse que matou Teodósio por causa de um aparelho carregador de celular. José Rodrigues contou que a rixa entre ele e Pelelê, começou há cerca de 8 dias em razão deste o estar ameaçando por meio de ‘catataus’, que significa bilhetes escritos na gíria dos apenados, “dizendo que se não aparecesse o carregador, era para pagar R$ 500”.

Quanto à briga, José Rodrigues disse que foi agredido fisicamente por Pelelê logo após a realização de um culto evangélico na quadra da Ala B da unidade. Ele relatou que estava sentado sobre um balde, cortando o cabelo, quando o rival se aproximou para furá-lo com uma faca artesanal. O preso acrescenta que chegou a ser ferido no dedo, mas que conseguiu tomar a arma dele, revidando o ataque. Ainda segundo José Rodrigues, além de esfaquear Pelelê, ele também usou um estilete que ele mesmo fabricou para furá-lo. Disse que se armou porque já previa que Pelelê atentaria contra sua vida.

Por fim, José Rodrigues alegou que agiu sozinho – “apesar de outros presos estarem chegando e não tentarem separar os dois, pois muitos deles também tinham rixa com Pelelê, e que não sabe dizer se os outros detentos furaram Pelelê”.