DEICOR PRENDE suspeito de assalto que rendeu R$ 60 milhões em Recife

Sandan foi preso pela Deicor no Rio Grande do Norte – (Foto: Divulgação: Polícia Civil/RN)

A Tribuna do Norte destaca que na ação de desfecho da Operação “Fogo Contra Fogo, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu um bandido que pode ter participado de uma das maiores e mais violentas ações do “novo cangaço” na região Nordeste, ocorrida no estado de Pernambuco. Rodrigo Anderson Gomes de Souza, o Sadan, pode sim ter participação no roubo que rendeu aproximadamente R$ 60 milhões à quadrilha que atuou no dia 21 de fevereiro contra uma unidade da empresa de transporte de valores Brinks, em Recife.

Nessa ação, ao menos 20 bandidos atuaram diretamente, usando armas como fuzis ponto 50 e AK-47. Um dos veículos abandonados pelo bando, um Ford Ka, estava locado em nome de Sadan havia três meses. “É uma peça importante na investigação conduzida pela polícia de Pernambuco em busca da elucidação e prisão dos envolvidos, afirma o delegado-Geral de Polícia Civil do RN, Cleiton Pinho.

Os delegados Marcuse Cabral e Emerson Valente [atualmente à disposição da Força Nacional], da Deicor,  consideram o compartilhamento de informações entre as polícias essencial no trabalho de inteligência. Para a Deicor, é fato que as ações não vão acabar com a prisão dessa quadrilha, ou mesmo a elucidação de casos como o do roubo à empresa Brinks. Mas mostra o quão complexa é a investigação desse tipo de crime hoje.

“Às vezes, pode parecer que a polícia não está agindo. Não basta prender! É preciso fazer algo embasado para que em pouco tempo aquele bandido não esteja de volta às ruas, praticando novas ações. Nem sempre bater de frente é o melhor caminho”, diz Cleiton Pinho.

Confrontos resultam em mortes de líderes

Em seis meses de investigação, os agentes da Deicor entraram em confronto com células das quadrilhas e boa parte dos líderes foi morta em combate. A estratégia, devido ao tamanho da organização, era atacar quando essa se dividia em células para promoverem novos roubos.

Paulo Eduardo de Oliveira (Pajé) e José Ivanílson Dias Gomes (vulgo Baixinho) usavam uma granja em área semiurbana de São José de Mipibu como base para reunir o grande grupo e, de lá, saírem para novas investidas contra bancos em cidades do interior.

A Polícia Civil monitorou o grupo e o esconderijo. No dia 3 de dezembro do ano passado, os policiais resolveram cercar e invadir o local. Os bandidos bebiam no quintal, mas armados com parte do arsenal normalmente usado nos roubos a bancos. Houve confronto e parte dos bandidos ainda tentaram acesso aos fuzis que estavam no interior da casa. Cinco deles morreram. Entre os mortos estava Gilmar da Cruz da Silva, de 31 anos, mais conhecido como ‘Cural’. Ele é apontado pela Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc) como um dos líderes da facção que reivindicava os atentados ocorridos naquela semana e que também foi responsável pelos ataques que aconteceram em várias cidades do estado no final de julho e começo de agosto.

No local a polícia apreendeu 5 fuzis, 2 espingardas calibre 12, 1 submetralhadora 9mm, 9 pistolas, material explosivo pronto para uso, crack, balança de precisão, balaclavas, luvas, botas e centenas de munições de fuzis, pistolas e submetralhadora. Dinheiro e sete veículos também foram apreendidos, todos prontos para uso. Os carros eram clonados ou roubados. Cural foi preso em 2013 acusado de matar dois policiais civis do RN. Os outros quatro mortos foram Paulo Eduardo Lopes de Oliveira, o ‘Pajé’, de 44 anos, Francisco Canindé Jerônimo, de 35, e Antônio Ribeiro da Silva, 31, e Dirlando Coelho da Silva. O “Baixinho”, líder de uma das células importantes da quadrilha conseguiu fugir, mesmo baleado, e atirando contra os agentes da Deicor. Mas foi morto em confronto com a polícia pernambucana.

Apenas dois dias depois, dia 5, a Deicor cerca e troca tiros com outra célula da quadrilha numa comunidade de Macaíba conhecida como Nova Guarapes. Outros três integrantes do bando morreram. Lá, a polícia também apreendeu um arsenal.