Deputado paraibano, Renato Gadelha, diz que água liberada de Coremas/PB para o RN, é desperdício

Deputado Estadual Renato Gadelha é contra a liberação de água para o Rio Grande do Norte
Deputado Estadual Renato Gadelha é contra a liberação de água para o Rio Grande do Norte – (FOTO: Sidney Silva)

Sidney Silva – O deputado Renato Gadelha, do PSC da Paraíba, esteve neste sábado (16), participando da audiência pública que foi realizada em Coremas/PB, e que tratou sobre o tratamento da água para os munícipes e sobre a liberação de água para o Rio Grande do Norte, pelo reservatório que tem o nome da cidade.

Em sua fala diante de centenas de pessoas, o parlamentar afirmou que a água liberada desde Coremas até o leito do Rio Piranhas para abastecer Jardim de Piranhas, Timbaúba dos Batistas, São Fernando e Caicó, era um desperdício. “Nós vamos lutar para que esse desperdício que nós fazemos para o Rio Grande do Norte, não seja perpetuado“, disse.

Mostrando estar desenformado sobre o assunto, ele errou os números sobre o volume total da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, localizada em Assu/RN. “A Barragem do Assu, tem 2 bilhões e 800 milhões de metros cúbicos e Coremas tem 1 bilhão e 350. Eu costumo dizer que nós estamos usando uma transfusão sanguínea inversa. Na verdade, deveria vir água de lá pra cá e não daqui pra lá“, declarou.

O deputado, continuou sua fala reclamando sobre a quantidade de água que era liberada para o Rio Grande do  Norte. Ele disse que Coremas liberava 7 metros cúbicos por segundo, mas, a frente parlamentar das águas, da qual faz parte, fez gestão junto a Agência Nacional de Águas – ANA e a vasão  foi reduzida para 3m³/s. Comentou ainda que o estado da Paraíba vai receber a transposição e que vai receber 5 metros cúbicos por segundo.

Por fim, disse que está encampando luta com o objetivo de tirar a ANA a gestão das águas do Açude de Coremas, para que passe a ser de responsabilidade do Governo da Paraíba. “Todos pensam que Coremas está no Rio Piranhas que é interestadual, e não está, na verdade está em solo paraibano, então é justo que o gerenciamento seja feito pelo nosso estado“, disse.