Em reunião com Dilma, UNE reivindica que Educação não sofra cortes

A reunião durou mais de duas horas e os estudantes puderam expor suas preocupações com relação à educação brasileira
A reunião durou mais de duas horas e os estudantes puderam expor suas preocupações com relação à educação brasileira

Diante do cenário de dificuldades pelo qual vem passando a universidade pública no Brasil e também da série de problemas que o Fies apresentou no últimos meses, diretores da UNE levaram até a presidenta Dilma Rousseff a preocupação com relação aos cortes que podem atingir a educação.

A reunião aconteceu na tarde desta terça-feira (19), no Palácio do Planalto e teve duração de cerca de duas horas. Participaram também o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, e as presidentas da Ubes, Bárbara Melo, e da ANPG, Tamara Naíz, além da presidenta da UNE, Virgínia Barros, e outros diretores da entidade.

Nos últimos dias o exemplo da UFRJ, que está sem pagar os seus funcionários terceirizados e paralisou serviços como a limpeza, evidenciou “a urgente necessidade de pôr fim ao contingenciamento das verbas educacionais, que têm prejudicado as universidades federais de todo o país”, como destaca o documento entregue à Dilma durante o encontro.

“Queremos a garantia de que haverá mais verbas para custeio e investimentos nas instituições públicas de ensino superior”, cobra a presidenta da UNE, Vic Barros.

Já o vice-presidente da UNE, Mitã Chalfun, estudante de Educação Física da UFRJ, colocou a preocupação de que o corte de verba não afete os investimentos no ensino superior e não freie a consolidação da expansão das universidades federais ocorrida no último período. “Reivindicamos 2,5 bilhões para o Plano Nacional de Assistência Estudantil compreendendo que a universidade de hoje, por ter alterado a sua base social, necessita urgentemente de uma política robusta de mais investimentos para essa área”, pontua Mitã.