Forças especiais dos EUA entram na Síria e matam líder do Estado Islâmico

Estado Islâmico é também conhecido pela crueldade nas suas execuções
Estado Islâmico é também conhecido pela crueldade nas suas execuções

Forças especiais americanas conduziram uma operação no leste da Síria que culminou com a morte de uma alta autoridade do autodenominado “Estado Islâmico” e a prisão de sua esposa – também envolvida com o grupo, informou o Pentágono. A operação, realizada na madrugada deste sábado, foi autorizada pelo presidente Barack Obama, na capacidade de comandante-em-chefe das Forças Armadas americanas.

O plano tinha como objetivo capturar Abu Sayyaf, descrito pelo Departamento de Defesa dos EUA como uma peça-chave no mecanismo de financiamento do “Estado Islâmico”. Ele tinha um papel militar e ajudava a dirigir os negócios do EI em transações de petróleo, gás e recursos ilícitos, afirmou o órgão em nota. Sayyaf e cerca de dez outros militantes morreram na troca de tiros. Nenhum soldado americano morreu no incidente, disse a Casa Branca. A mulher dele, Umm Sayyaf, descrita como cúmplice em “atividades terroristas” e possivelmente na escravização de uma jovem da etnia yazidi resgatada durante a operação, foi presa.

Ofensiva contra o EI

Obama autorizou o plano apesar do fraco apetite da opinião pública americana por operações de terra envolvendo soldados do país. No entanto, forças especiais podem ser mais facilmente mobilizadas para ações desse tipo, afirmou a correspondente da BBC em Washington Rajini Vaidyanathan.