ITEP conclui trabalho de identificação criminal de presos no Pereirão

Preso da Penitenciária de Caicó passa por identificação criminal realizada pelo ITEP

O Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP-RN) está dando prosseguimento ao trabalho de identificação criminal nas unidades prisionais do Estado. Na última semana, o órgão concluiu o trabalho na Penitenciária Estadual do Seridó, mais conhecida como Pereirão, localizada no município de Caicó.

A identificação criminal dos presos está sendo realizada através do sistema AFIS (Automated Fingerprint Identification System) e tem o objetivo de identificar e individualizar os apenados.

O trabalho tem sido realizado pelos papiloscopistas do Instituto de Identificação (II), que realizam a individualização dos suspeitos através da comparação de impressões digitais, que é confrontada diretamente com um banco de dados da Polícia Federal.

Antes do presídio de Caicó, este trabalho já foi realizado na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior unidade prisional do Estado, onde cerca de 1.300 presos foram identificados. Na Penitenciária do Seridó, o trabalho foi concluído com a identificação de aproximadamente 300 detentos.

Segundo a subcoordenadora do II, Luciana Lima, a utilização do AFIS é fundamental para identificar e individualizar os suspeitos, a fim de colaborar com a persecução penal na resolução de crimes e manter atualizado o banco de dados, contribuindo com a troca de informações entre os setores de segurança do RN e de outros estados da federação.

Na medida em que individualiza e identifica os suspeitos, esta plataforma também se torna um grande aliado das polícias no combate à criminalidade em todo o país.

Do manual ao informatizado

Até então o banco de dados criminal do ITEP era atualizado manualmente e continha a identificação criminal de aproximadamente 7 mil suspeitos, mas com o funcionamento do AFIS será possível atualizar os Boletins de Identificação Criminal (BIC) e tornar todo o processo mais célere.

Com esta informatização, o instituto irá ceder informações criminais de suspeitos que constam no seu banco dados, assim como também terá acesso aos boletins de identificação de todos os estados do país.