Passados 6 anos da morte de F. Gomes, apenas 1 réu paga pelo crime

Nesta terça-feira (18), completam 6 anos da morte do jornalista Francisco Gomes de Medeiros (F. Gomes). Sua morte marcou toda uma geração do rádio caicoense. Muitos trabalharam com ele e aprenderam.

Passados todos os esses anos, seu nome ainda é lembrado nos quatro cantos de Caicó. Isso acontece porque, a forma de comunicar que ele imprimiu, foi única. F. Gomes era incisivo no que dizia e tinha verdade nas palavras. Quem estava perto, ou seja, os repórteres de suas equipes contam a mesma coisa. Eu fui um desses. Na Rádio Caicó, que foi seu último local de trabalho, eu estava lá. Fiz parte de sua equipe ao lado de Marcos Dantas, F. Silva e Rosivan Amaral. Nós aprendemos muito, exemplo: a notícia tem que ser inteira, com começo, meio e fim. Para informar um fato, o repórter tem que pelo menos fazer as perguntas básicas: “quem”, “o quê”, “onde”, “quando”,”por quê” e “como”, mas, com F. Gomes, a gente aprendeu que tem que ir além do básico.

Trabalhar com a notícia não tem horário. Se ela acontecer, tem que apurar e com as fontes, tem que ter confiança. Tudo isso foi ensinamento.

Passados 6 anos, apenas 1 dos 4 réus denunciados pelo Ministério Público, foi condenado. O moto-taxista, João Francisco dos Santos, está detido em Alcaçuz. Os demais, conseguem a todo tempo, protelar os julgamentos e a Justiça aceita.

Sua família sofre dia-após-dia pois queria apenas ver os responsáveis pelo crime, pagando na cadeia.

Fica a nossa homenagem ao grande jornalista F. Gomes – O Repórter.