Policial militar foragido há 25 anos é preso em São José de Mipibu

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) conseguiu localizar e prender na manhã de quinta-feira (4) o policial militar aposentado Izaldo Antônio da Silva. Ele é condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Feliciano Efigênio da Silva, crime cometido em 9 de março de 1989 na cidade de Apodi, no Oeste potiguar. Izaldo foi preso quando saía da casa de um filho em São José de Mipibu, na Grande Natal.

O policial militar estava foragido havia 25 anos, desde que foi condenado pela primeira vez pelo Tribunal do Júri de Apodi. Ele foi localizado e capturado por uma equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do MPRN, após meses de trabalho de inteligência.

Izaldo conseguiu passar tanto tempo fugindo da Justiça graças à ajuda de familiares e à aposentadoria que recebe do Estado (apesar de ter sido condenado à perda do cargo, ele figura até hoje na folha de pagamento do Ipern).

Relembre o caso

Segundo foi apurado na época do crime, o soldado Izaldo matou Feliciando da Silva por um motivo banal, pois a vítima teria discutido com um irmão do acusado na noite anterior. No dia 9 de março de 1989, o PM foi até a rua Walfredo Gurgel, em Apodi, onde Feliciano morava. Ao localizar a vítima, efetuou um disparo com o revólver calibre 38 que usava e que pertencia à Polícia Militar. Feliciano ainda correu para dentro de casa, mas Izaldo foi atrás e efetuou mais três tiros, matando a vítima no local. Ele fugiu após o assassinato. A vítima tinha mais de 20 irmãos e deixou a esposa grávida de uma filha que ele nunca veio a conhecer. Uma das irmãs de Feliciano, a agente penitenciária Carmelita Ferreira Sobrinha, que trabalha no CDP de Apodi elogiou o trabalho do MPRN. “Acho muito importante o trabalho do Gaeco. Agora, após 25 anos, estou vendo que a justiça enfim está sendo feita. Minha mãe, que agora tem 85 anos, vai ver que a morte de meu irmão não vai ficar impune”.

O soldado Izaldo Antônio da Silva foi entregue ao sistema penitenciário potiguar, que deverá providenciar local para ele cumprir a pena a que foi condenado.