Rogério preside audiência pública na Comissão de Educação da Câmara sobre qualidade do ensino‏

Rogério Marinho preside reunião da Comissão de Educação em Brasília
Rogério Marinho preside reunião da Comissão de Educação em Brasília

Em audiência pública presidida pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB), a Comissão de Educação debateu nesta quinta-feira (02) os resultados preocupantes do desempenho dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) em 2012, realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e na Prova Brasil 2013. A iniciativa partiu do próprio parlamentar, e recebeu apoio de toda a bancada tucana no colegiado. A reunião discutiu também os próximos passos para elevar o padrão do resultado extraído nesses instrumentos de avaliação de larga escala.

De acordo com Rogério, a educação brasileira poderia estar muito melhor. Segundo o ranking do Pisa, que avalia alunos com mais de 15 anos em 65 países, o Brasil alcançou a 55ª posição. O tucano apontou dados de um artigo do Todos pela Educação que destacam que, em 2022, 9,3% dos estudantes terão uma formação adequada em matemática e 27% em português. “Isso é muito grave. Estamos colocando essas crianças no caminho do subemprego”, alertou. Conforme o tucano, elas não estarão preparadas para o mercado de trabalho devido aos despreparo iniciado já com a má alfabetização.

O parlamentar alertou ainda para a questão da má gestão das escolas públicas, da formação defasada dos professores e do corporativismo. “Se o que dá certo é a disciplina, a gestão, a avaliação, a formação adequada, o estágio probatório, a participação da família na escola, nós temos que fazer com que isso não seja um pensamento apenas do gestor, mas, principalmente daqueles que fazem a escola pública, que são os professores”, recomendou.

Na Prova Brasil de 2013, os alunos secundaristas da rede pública, matriculados no último ano do ensino médio, obtiveram uma média de desempenho, em português, de apenas 257 pontos. O mínimo adequado deveria ser de 300 pontos. Em matemática, o resultado médio foi de 261 pontos – o mínimo esperado deveria ser de 350 pontos.

Participaram do debate, além dos deputados federais que fazem parte da Comissão, o presidente do Conselho de Administração do Instituto Alfa e Beto, João Batista Araújo e Oliveira; a vice-presidente da União Nacioal dos Dirigentes Municipais de Educação, Manuelina Martins; o representante do Conselho Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Maurício Holanda; e o secretário de educação básica do MEC, Manuel Palácios.