Senado aprova decreto e intervenção federal no RJ está autorizada

Senado aprovou intervenção no RIO

Por 55 votos a 13 e uma abstenção, o Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (20) o decreto que autoriza a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Como a medida também foi aprovada, na segunda-feira (19), pela Câmara dos Deputados, o governo federal, agora, está autorizado a nomear um interventor para gerenciar a segurança pública fluminense.

Mesmo com a ampla maioria dos parlamentares se posicionando a favor da intervenção, a votação no plenário teve debates acalorados. O senador carioca Lindbergh Farias, do PT, votou contra o decreto presidencial. Segundo o parlamentar, a intervenção é precipitada e decida sem planejamento. “Eu estou pensando no povo mais pobre do Rio de Janeiro, que tem de ser tratado com respeito e dignidade. E não é com essa maquiagem, com essas medidas superficiais. Precisamos de uma saída estruturante para resolver o problema da segurança no país”.

Já para a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), a intervenção federal é uma atitude corajosa e necessária. “Como todos vimos e as autoridades do estado do Rio de Janeiro reconheceram neste carnaval, o cenário presente é desgoverno total na área da segurança pública. Não é o momento de se apequenar. É preciso coragem e ousadia para tomar a decisão, enfrentar e derrotar a criminalidade”.

De acordo com o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, as Forças Armadas assumem a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da área de inteligência estadual até o dia 31 de dezembro deste ano. A situação em solo fluminense se tornou insustentável após a onda de arrastões durante o carnaval de rua na capital. No entanto, o caos na segurança do Rio de Janeiro já é observado há pelo menos dois anos. Em 2017, 134 policiais militares foram assassinados entre janeiro e dezembro, apenas um a menos que em 2016. Neste ano, em menos de dois meses, 16 PMs foram mortos.

A intervenção terá à frente o general Walter Braga Neto. Pela lei, o oficial vai substituir o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, na área de segurança.