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Em discurso de volta ao Senado, Aécio se diz vítima de armação

Em discurso de volta ao Senado, Aécio se diz vítima de armação

Ao retornar ao Senado nesta quarta-feira (18), Aécio Neves disse que tem sido alvo de acusações “absurdas e falsas” e afirmou que provará ser inocente. “Sou vítima de uma ardilosa armação, uma criminosa armação, perpetrada por empresários inescrupulosos que se enriqueceram as custas do dinheiro público e não tiveram qualquer constrangimento em acusar pessoas de bem na busca dos benefícios de uma inaceitável delação”.

Acusado da suposta prática dos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, Aécio foi afastado do mandato, em setembro, pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal. O Senador pôde voltar ao parlamento nesta quarta (18), após decisão do senado que anulou o oficio do STF.

Sem citar o nome de Rodrigo Janot, Aécio culpou o ex-Procurador da República pelos crimes de que é acusado. “Contribuíram para essa trama ardilosa homens de Estado, notadamente alguns que tinham assento até muito pouco tempo na Procuradoria Geral da República”.

O discurso de volta ao parlamento feito por Aécio foi curto. O senador, que não subiu à tribuna, falou por cerca de 3 minutos.



Em vídeo, Aécio Neves se defende de acusações e diz que foi vítima de armação

Aecio Neves se defende de acusações em vídeo

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou hoje (23) um vídeo no qual se defende da acusação de ter recebido R$ 2 milhões em propina dos donos do grupo J&F, os irmãos Joesley e Wesley Batista. No vídeo, o senador, que teve o mandato suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), diz que foi vítima de uma “armação”.

Nos últimos dias, vocês podem imaginar, minha vida virou pelo avesso. Eu fui vítima de uma armação conduzida por réus confessos que só tinham um objetivo: livrar-se dos gravíssimos crimes dos quais são acusados, mesmo que para isso precisassem implicar pessoas de bem”, diz.

Aécio classifica de “injustificáveis” as operações que tiveram como alvo ele e sua família, resultando na prisão de sua irmã, Andrea Neves, e seu primo Frederico Pacheco. “Eu reafirmo aqui, de forma definitiva: não cometi crime algum. Minha irmã Andrea não cometeu crime algum. Meu primo Frederico não cometeu crime algum. São pessoas de bem, que sofrem hoje com a injustiça das sanções que lhes foram impostas”, diz o senador.

No vídeo, Aécio Neves também volta a afirmar que o pedido de dinheiro a Joesley Batista, feito em conversa gravada pelo delator, foi um empréstimo, que seria posteriormente regularizado em um contrato que atestaria se tratar de uma transação entre duas pessoas privadas.