Adoção: campanha Eu Existo apresenta mais 14 crianças e adolescentes em busca de uma nova família

Campanha aconteceu em todo estado

Raí tem 14 anos e sonha ser maestro. Aprendiz das flautas doce e transversal, quer continuar estudando música até atingir seu objetivo. Francilene, 15, gosta de estudar e quer ser advogada. Seu irmão Francikleiton, 13, prefere a engenharia robótica. “Vou ser engenheiro”, crava. Além das aspirações pelo futuro, o que mais esses adolescentes têm em comum? Todos estão em busca de uma família adotiva.

Raí, Francilene e Kleiton são participantes da campanha Eu Existo, promovida pela Corregedoria Geral de Justiça e que busca estimular a adoção de crianças e adolescentes que por motivos diversos estão fora do perfil comumente escolhido pelos possíveis adotantes.

Esse perfil idealizado dificulta a adoção, por exemplo, de adolescentes ou grupos de irmãos. Isso faz com que embora o número de pretendentes à adoção seja maior que o número de crianças e adolescentes que esperam por uma família, essa conta não feche. Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) apontam a existência de 518 pretendentes à adoção no Rio Grande do Norte, ao passo que existem atualmente 102 crianças ou adolescentes aptos para a adoção no estado. Apesar do número de pretendentes ser cinco vezes maior, crianças e jovens continuam esperando por uma nova família.

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Em três anos, mais de 150 brasileiros foram adotados por estrangeiros

Para celebrar seus 18 anos, Carlos, brasileiro adotado aos 7 anos por um casal espanhol, fez um pedido especial aos pais: queria visitar seu País de origem e conhecer mais sobre a sua história. Fez questão de visitar a equipe da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA) do Tribunal de Justiça do Espirito Santo (TJ-ES) e abraçar cada servidor, principalmente aqueles que estiveram envolvidos no seu processo de adoção. A história de Carlos não é única. Situações semelhantes têm ocorrido em épocas distintas. De 2015 a 2018, por exemplo, 156 crianças brasileiras foram adotadas por famílias estrangeiras, de acordo com dados do Cadastro Nacional de Adoção, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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