Aécio Neves destitui Tasso Jereissate da presidência do PSDB

Senador Tasso Jereissati é destituído da presidência do PSDB

A crise interna vivida pelo PSDB ganhou contornos ainda mais sérios nesta quinta-feira (9). Isso porque, o senador Aécio Neves (MG) resolveu destituir o senador Tasso Jereissati (CE) da presidência interina da sigla. A decisão, segundo comunicado enviado por Aécio a Jereissati foi motivada para “garantir a isonomia entre os postulantes” na disputa pela presidência do PSDB. Tasso lançou na quarta-feira (8), candidatura ao comando da legenda, em eleição que será realizada no mês de dezembro.

Para destituir Jereissati do cargo, Aécio que estava afastado da presidência do PSDB desde maio, teve de reassumir o comando, para logo na sequência, transferi-lo para o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman que ficará responsável por comandar o partido até a convenção nacional, no próximo mês.

Por volta das 17h, cerca de 30 minutos após a decisão chegar ao gabinete de Tasso Jereissati, o senador reuniu a imprensa e disse ter se surpreendido com a postura de Aécio. Usando palavras duras, Tasso disse que a decisão não levou em conta o interesse coletivo do partido e afirmou ter diferenças profundas com o político mineiro. “Desde comportamento político, comportamento ético, visão de governo, fisiologismo, a questão do fisiologismo deste governo. Eu já disse uma frase e vou repetir: Esse PSDB desses caras não é o meu PSDB”.

Tasso disse não acreditar na justificativa de que a sua destituição traria mais “isonomia” para a disputa pela presidência da legenda. Aécio, no entanto, reiterou o que já havia dito no comunicado.



Em discurso de volta ao Senado, Aécio se diz vítima de armação

Em discurso de volta ao Senado, Aécio se diz vítima de armação

Ao retornar ao Senado nesta quarta-feira (18), Aécio Neves disse que tem sido alvo de acusações “absurdas e falsas” e afirmou que provará ser inocente. “Sou vítima de uma ardilosa armação, uma criminosa armação, perpetrada por empresários inescrupulosos que se enriqueceram as custas do dinheiro público e não tiveram qualquer constrangimento em acusar pessoas de bem na busca dos benefícios de uma inaceitável delação”.

Acusado da suposta prática dos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, Aécio foi afastado do mandato, em setembro, pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal. O Senador pôde voltar ao parlamento nesta quarta (18), após decisão do senado que anulou o oficio do STF.

Sem citar o nome de Rodrigo Janot, Aécio culpou o ex-Procurador da República pelos crimes de que é acusado. “Contribuíram para essa trama ardilosa homens de Estado, notadamente alguns que tinham assento até muito pouco tempo na Procuradoria Geral da República”.

O discurso de volta ao parlamento feito por Aécio foi curto. O senador, que não subiu à tribuna, falou por cerca de 3 minutos.



Senado derruba ordem do Supremo e Aécio retoma mandato

Senador Aécio Neves deve voltar ao Senado – (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O plenário do Senado derrubou o ofício do Supremo Tribunal Federal (STF) com as medidas cautelares que afastavam do mandato o senador Aécio Neves, do PSDB de Minas. Isso significa que o tucano, proibido de exercer sua atividade política e submetido ao recolhimento noturno desde 26 de setembro, pode voltar ao trabalho a partir desta quarta-feira. E está liberado para sair de casa à noite.

Votaram a favor de Aécio 44 senadores – três a mais do mínimo necessário. Outros 26 queriam manter a decisão judicial pelo afastamento. Regimentalmente, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, do PMDB do Ceará, não vota, assim como Aécio, que estava sendo julgado. Nove parlamentares estavam ausentes, a maioria em viagem.

Alvo da Operação Patmos, da Polícia Federal, Aécio Neves foi denunciado em junho pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva e por causar embaraços a investigações. Ele é acusado de ter aceitado propina de R$ 2 milhões repassados pela J&F ao seu primo e de ter tentado obstruir investigações.



PGR volta a pedir prisão de Aécio Neves ao Supremo

PGR pede novamente a prisão de Aécio Neves – (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou hoje (31) no Supremo Tribunal Federal (STF) com novo recurso pedindo a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A PGR pretende anular decisão anterior do ministro Marco Aurélio, que negou outro pedido de prisão e determinou o retorno do parlamentar, no mês passado, às atividades no Senado.

É o terceiro pedido sucessivo feito pela procuradoria para prender o senador. Dois foram rejeitados desde a homologação da delação premiada da JBS. A questão será analisada pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além do relator.

Em caso de nova decisão que rejeite o pedido de prisão, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor do pedido, pede que seja restabelecido o afastamento de Aécio das atividades no Senado.

No mês passado, Marco Aurélio manteve decisão anterior de negar o pedido de prisão preventiva do senador, mas proibiu Aécio de deixar o país e de fazer contato com outros investigados ou réus no processo.

A defesa do senador Aécio Neves informou que ainda não teve acesso à manifestação da PGR, “mas segue tranquila quanto à manutenção da decisão do ministro Marco Aurélio que, ao revogar as cautelares impostas contra o Senador, promoveu precisa aplicação das regras constitucionais“. “A renovação de pedido de prisão contra o senador Aécio representa clara e reprovável tentativa de burla ao texto expresso da Constituição Federal“, diz nota assinada pelo advogado Alberto Zacharias Toron.



Ministro do STF nega pedido de Aécio para que plenário decida sobre prisão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello negou a solicitação feita na sexta-feira (16) pela defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) para que o pedido de prisão contra ele seja julgado por todos os 11 integrantes da Corte, em plenário, e não pela Primeira Turma, composta por cinco ministros, conforme previsto. Na decisão, Marco Aurélio considera que o “desfecho desfavorável a uma das defesas é insuficiente ao deslocamento“.

Ao negar um primeiro pedido de prisão de Aécio feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro Edson Fachin, então relator do caso, mencionou a garantia constitucional do parlamentar, mas disse que, em um momento posterior, o assunto deveria ser mais bem discutido em plenário. Entretanto, após a redistribuição do processo, a pedido da defesa, o novo relator, Marco Aurélio Mello, pautou a questão para a Primeira Turma.

O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa Aécio, pediu que o caso fosse a plenário, argumentando que o tema afeta a relação entre os Poderes, e, por isso, deveria ser analisado pela composição completa do Supremo, “diante do inegável alcance político/institucional que a controvérsia assume”.



Em vídeo, Aécio Neves se defende de acusações e diz que foi vítima de armação

Aecio Neves se defende de acusações em vídeo

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou hoje (23) um vídeo no qual se defende da acusação de ter recebido R$ 2 milhões em propina dos donos do grupo J&F, os irmãos Joesley e Wesley Batista. No vídeo, o senador, que teve o mandato suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), diz que foi vítima de uma “armação”.

Nos últimos dias, vocês podem imaginar, minha vida virou pelo avesso. Eu fui vítima de uma armação conduzida por réus confessos que só tinham um objetivo: livrar-se dos gravíssimos crimes dos quais são acusados, mesmo que para isso precisassem implicar pessoas de bem”, diz.

Aécio classifica de “injustificáveis” as operações que tiveram como alvo ele e sua família, resultando na prisão de sua irmã, Andrea Neves, e seu primo Frederico Pacheco. “Eu reafirmo aqui, de forma definitiva: não cometi crime algum. Minha irmã Andrea não cometeu crime algum. Meu primo Frederico não cometeu crime algum. São pessoas de bem, que sofrem hoje com a injustiça das sanções que lhes foram impostas”, diz o senador.

No vídeo, Aécio Neves também volta a afirmar que o pedido de dinheiro a Joesley Batista, feito em conversa gravada pelo delator, foi um empréstimo, que seria posteriormente regularizado em um contrato que atestaria se tratar de uma transação entre duas pessoas privadas.



Em transcrição de áudio da PF, Aécio pede ajuda a Gilmar Mendes sobre lei de abuso de autoridade

A Polícia Federal apresentou registros de uma conversa telefônica entre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) combinando supostas articulações para a tramitação do projeto de lei que endurece as punições para autoridades que cometem abuso. A gravação foram feitas, segundo a PF, dentro das investigações da Operação Patmos, que tem como foco endereços e pessoas ligadas a Aécio no Rio, em Brasília e em Belo Horizonte.

O projeto foi aprovado pelo Senado Federal no fim da tarde do dia 26 de abril. Na manhã do mesmo dia, a Polícia Federal gravou uma chamada telefônica feita por Aécio Neves para Gilmar Mendes, na qual Aécio pede a ajuda do ministro do STF para convencer o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) a acompanhar o voto de Aécio. O objetivo, segundo afirmou Aécio na conversa, é “dar uma satisfação para a bancada”.

Leia a nota divulgada na tarde desta sexta-feira (19) pelo ministro Gilmar Mendes: “Desde 2009 o ministro Gilmar Mendes sempre defendeu publicamente o projeto de lei de abuso de autoridade, em palestras, seminários, artigos e entrevistas, não havendo, no áudio revelado, nada de diferente de sua atuação pública. Os encontros e conversas mantidas pelo ministro Gilmar Mendes são públicos e institucionais.

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