Dom Leonardo: “O Sínodo para a Pan-Amazônia é uma celebração da Igreja para a Igreja”

Dom Leonardo Steiner, Secretário Geral da CNBB

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, na tarde desta segunda-feira, 11 de fevereiro, lembrou que o Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia é uma iniciativa para que a Igreja compreenda sua missão evangelizadora naquela região do mundo: “é um evento, uma celebração da Igreja e para a Igreja”.

O secretário-geral gravou um vídeo que está disponível abaixo e nas redes sociais no qual se vê o anúncio feito pelo Papa Francisco da realização da assembleia especial do Sínodo dos Bispos no mês de outubro de 2017. Dom Leonardo esclareceu: “da Igreja para a Igreja envolve toda a questão da Pan-Amazônia: os povos, o meio ambiente. Toda essa realidade, certamente será abordada. O Santo Padre, no entanto, deseja que encontremos novos caminhos para a evangelização, para a Pan-Amazônia”.

Dom Leonardo pede, no vídeo, que os brasileiros e as populações dos outros oito países que integram a região da Pan-Amazônia rezem pela boa realização do Sínodo.



Quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil, diz ministro do GSI

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou hoje (12) que há entidades e organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras, além de autoridades internacionais que querem interferir no tratamento dispensando à Amazônia brasileira. Segundo ele, o tema é de “soberania” nacional. “[Da] Amazônia brasileira quem cuida é o Brasil.”

Não vou me meter na Amazônia colombiana, eles fazem o que eles quiserem. Na Amazônia peruana eles fazem o que eles quiserem, desde que o que for feito não afete a integridade ecológica da nossa Amazônia”, disse o general no velório do jornalista Ricardo Boechat, em São Paulo.

Para o ministro, cada país deve ser responsável por sua soberania. “O Brasil não dá palpite no deserto do Saara, na Floresta da Ardenas, no Alasca, cada país cuida da sua soberania. Eu estou preocupado que o sínodo não entre em assuntos que são afetos a soberania.”

Sínodo

O ministro respondeu a perguntas sobre as discussões no Sínodo Extraordinário de Bispos sobre a Amazônia, organizado pela Igreja Católica, que ocorrerá em outubro, no Vaticano. As discussões no Sínodo serão em torno do tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral“.

O que eu acho que tem que ser uma preocupação nossa é não deixar que entidades estrangeiras, ONGs estrangeiras, chefes de Estado estrangeiros, às vezes por trás dessas ONGs, queiram dar palpite em como deve ser tratada a Amazônia brasileira”, afirmou Heleno.

Segundo o ministro Augusto Heleno, o Brasil tem políticas sustentáveis adequadas e que devem ser respeitadas. “Nós sabemos o que tem que fazer. Nós sabemos fazer desenvolvimento sustentável, segurar o desmatamento. Nós somos o país que menos desmatou no mundo até hoje. A gente fica engolindo umas coisas que não tem que engolir”, disse.

Agência Brasil



Desmatamento na Amazônia Legal caiu 16% entre agosto de 2016 e julho de 2017

Desmatamento na Amazônia Legal caiu 16% entre agosto de 2016 e julho de 2017

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, depois de dois anos de aumentos consecutivos, o desmatamento na Amazônia Legal caiu 16% entre agosto de 2016 e julho deste ano. É o que explica o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. “Pelos números do Inpe, o desmatamento, que no ano passado tinha aumentado 19%, este ano caiu 16%. A gente só vai acabar com o desmatamento na Amazônia quando nós valorizarmos a floresta em pé”.

Dos nove estados da Amazônia Legal, os que obtiveram melhores resultados foram Tocantins (-55%) e Roraima (-43%). Já o Amapá foi o único que registrou aumento na área desmatada (82%). O ministro do Meio Ambiente dá mais detalhes sobre os planos do governo no que se refere ao desmatamento. “Nós temos incentivado duas vertentes nesta ação de sustentabilidade: a primeira é a concessão florestal, que nós aumentamos 20%. Concessão florestal é a exploração manejada da floresta. Esta é uma maneira de você valorizar o bem ambiental. A outra são as reservas extrativistas, áreas de desenvolvimento sustentáveis também. Então nestas áreas, as pessoas moram e vivem do que a natureza dá”.

É o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por meio do Inpe, que faz estes mapeamentos sistemáticos da região, analisando 95 imagens do satélite Landsat de 39 municípios prioritários e regiões onde foram registrados cerca de 90% do desmatamento no período anterior.