Barco com 25 africanos é resgatado na costa brasileira

Embarcação com imigrantes do Senegal, Nigéria e Guiana foi resgatada à deriva na Baia de São Marcos no Maranhão

Vinte e cinco africanos e dois brasileiros foram resgatados na noite de ontem (19) em alto mar por um barco pesqueiro cearense e levados para o cais de São José de Ribamar, no Maranhão.

Os imigrantes são de nacionalidades diferentes: do Senegal, da Nigéria, da Guiné, de Serra Leoa e do Cabo Verde. São homens com idades entre 19 e 35 anos em busca de trabalho e melhores condições de vida. Eles teriam ficado 35 dias à deriva no mar em uma embarcação precária.

De acordo com o secretário de Direitos Humanos do Maranhão, Francisco Gonçalves, os resgatados foram encaminhados para atendimento médico, a maioria com quadro de desidratação e pressão alta. “No governo do estado do Maranhão, a pedido do governo federal, nós estamos colaborando com as ações humanitárias, conforme prevê a legislação internacional, no que diz respeito à saúde, alimentação e abrigo, local para eles dormirem, até que a autoridade federal defina a situação deles no Brasil”, diz o secretário.

Os dois brasileiros resgatados foram presos em flagrante pela Polícia Federal e serão processados por transporte internacional ilegal de pessoas.



Foto de bebê refugiado morto causa comoção internacional

Do Correio Braziliense – A foto de uma criança refugiada morta ao tentar escapar da violência de seu país provocou, mais uma vez, comoção internacional. Mohammed Shohayet, de 1 ano e 4 meses de idade, estava fugindo do Estado de Rakhine, em Mianmar, e teria morrido afogado junto com a mãe, o tio e o irmão, de 3 anos.

O pai de Mohammed, Zafor Alam, afirmou que, diante da cena, preferia ter morrido. “Não há nenhum ponto em mim vivendo neste mundo, não há motivo para viver”, disse Zafor em entrevista à CNN.

De acordo com o jornal, a família estava indo para Bangladesh quando o barco onde eles estavam naufragou.

Os muçulmanos Rohingyas de Mianmar são considerados uma das minorias mais perseguidas do mundo. O governo os vê como imigrantes bengalis, apesar de que eles vivem por gerações no Estado de Rakhine, em Mianmar.