Prefeito usou redes sociais para falar sobre jovem deficiente que foi barrada na Ilha

O prefeito Robson Araújo (PSDB), usou as redes sociais para falar sobre o fato de a jovem com deficiência, natural de São José do Seridó, ter sido barrada na Ilha de Sant’Ana. Ele disse que pediu aos organizadores das festas para garantir o acesso dos carros com adesivos de pessoas com deficiência na Ilha, veja:

“Tomei conhecimento através das redes sociais o relato de uma mãe onde teve o carro que levava sua filha deficiente barrado quando tentava entrar na Ilha de Sant’Ana. Primeiro dizer que não concordo com esse procedimento e já solicitei a nossa equipe que mantenha contato imediato com os organizadores do evento para garantir o acesso dos carros que tenham adesivo de deficiente para que possam deixar os ocupantes na ilha e depois retornar para busca-las. Precisamos entender o direito desses cidadãos. Mesmo o acesso a Ilha não estando de responsabilidade do município peço desculpas pelo ocorrido e já solicitei aos responsáveis para não se repetir”.


Jovem com deficiência física foi barrada em festa na Ilha de Sant’Ana

Durante um dos eventos festivos que aconteceu no Complexo Turístico Ilha de Sant’Ana, precisamente no dia 26 de julho, data em que se apresentou a cantora Solange Almeida, uma jovem que tem deficiência física passou por constrangimentos ao ser impedida de entrar no referido local, no carro em que estava. Trata-se de Rayane Mileni, que é da cidade de São José do Seridó. Sua mãe, a professora, Maria Aparecida da Costa e Silva, relatou nas redes sociais como tudo aconteceu, veja:

Sou caicoense e moro em São José do Seridó e mãe de Rayane Mileni que é estudante de Serviço Social e tem uma pequena deficiência, e queria participar da festa que nesta quarta feira aconteceu na Ilha de Santana e aí fomos deixar a mesma, em um carro que é adesivado com o símbolo de deficiente, mas infelizmente foi barrada pelo segurança que informou que não podia entrar carro na ilha, e mesmo meu filho que era o condutor do carro explicando que ia apenas deixar a mesma e voltava, no qual os mesmos mostraram o adesivo e as moletas, este rapaz não aceitou que eles entrassem e ainda sugeriu que podia deixar na entrada da ilha. Eu pergunto como uma pessoa que tem uma dificuldade de andar poderia chegar até festa ficando na entrada da ilha, será que esse rapaz sabe o que é uma pessoa especial, será que ele já ouviu falar em direitos? E até mesmo em acessibilidade? Como ele teria se sentido se algo parecido acontecesse com ele ou familiares? Infelizmente não pegamos o contato desse rapaz e também não sei se ele estava instruído por alguém superior. O que nos deixou mais indignados é que ele disse que o carro só entrava se fosse adesivado com o adesivo da empresa ou se fosse falar com subtenente Marcelo, depois de todo esse constrangimento ela voltou para casa decepcionada já que seus direitos negados. Já em casa alguns amigos e familiares ficaram sabendo do acontecido e vendo que vários carros estavam entrando no espaço, resolveram agir e falaram com um capitão e ele disse que podiam pegar um táxi que ela entrava, quando eles iam no táxi novamente foram barrados, mas depois de muitos contratempos conseguiram entrar na festa. Aqui fica na minha indignação da minha família e de todas as pessoas que por um motivo ou outro não tem o direito de entrar no espaço que é público, cadê os direitos e aí eu penso ela tem quem lute por ela e aí quem não tem? Quem não tem um transporte? Onde fica os direitos que se fala ou a festa na Ilha de Santana um espaço público é só para quem consegue se locomover sozinho ou para alguém que pode se locomover mas é privilegiado de entrar de Carro? E aí pessoas que não tem essas condições são excluídas? É isso mesmo ou estamos enganados. Aqui fica nossa indignação, como mãe, professora e principalmente como ser humano.

Maria Aparecida da Costa e Silva.