Caso F. Gomes: MP dá parecer não atendendo pedido do defensor de Gilson Neudo

Defensor de Gilson Neudo queria impedir uso de provas de outros processos

O recurso impetrado no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, pelo defensor público, Serjano Marcos Torquato Vale, que defende o réu Gilson Neudo Soares do Amaral, acusado de ser um dos mandantes da morte do jornalista F. Gomes, fato ocorrido no dia 18 de outubro de 2010, em Caicó, teve parecer desfavorável do Ministério Público.

O defensor é contrário a usar provas do processo de Lailson Lopes e João Francisco dos Santos, conhecido como DÃO no processo de Gilson e a união dos processos.

No dia 26 de julho de 2017, quando aconteceria o julgamento popular de Lailson Lopes e de Gilson Neudo, a juíza abriu a sessão de júri, indeferiu todos os pedidos feitos pela defesa do ex-pastor e encerrou a sessão. O defensor Serjano Vale, recorreu para o TJRN.

O parecer do promotor Jann Polacek Melo Cardoso, foi opinando pelo CONHECIMENTO e DESPROVIMENTO da apelação interposta por GILSON NEUDO SOARES DO AMARAL, mantendo-se inalterada a decisão que reuniu os processos nº 0101389-91.2017.8.20.0101 e nº 0100303-90.2014.8.20.0101 em razão da continência.

Resta agora, o voto do relator do recurso que é o desembargador Glauber Rêgo.



Caso F. Gomes: Agentes Penitenciários localizaram Gilson Neudo na casa de familiares em Areia Branca

A Secretaria de Justiça e Cidadania que administra os presídios do Rio Grande do Norte e a direção do Presídio de Caraúbas confirmaram na manhã desta quarta-feira (30), que Gilson Neudo Soares do Amaral, está novamente recolhido na unidade prisional.

Ele foi localizado por agentes penitenciários na casa de familiares na cidade de Areia Branca/RN, por volta das 2 horas da manhã desta quarta. No momento da abordagem, Gilson Neudo, não ofereceu resistência.



Caso F. Gomes: Após confusão com informações, Gilson Neudo é solto no presídio de Caraúbas

O ex-pastor Gilson Neudo Soares do Amaral, foi posto em liberdade no final da manhã desta terça-feira (29). Ele estava detido preventivamente e atualmente no Cadeia Publica de Caraúbas, no Oeste do estado. A direção da unidade prisional confirmou a informação para o Blog Sidney Silva.

Sua prisão foi revogada pelo juiz Edilson Chaves de Freitas, da comarca de Pau dos Ferros/RN. A decisão foi proferida no dia 21 de agosto deste ano. O juiz atuou no processo da Operação Elefante Branco. No mesmo dia, a juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Natal, Eliana Alves Marinho, manteve a prisão preventiva antes decretada pelo juiz criminal de Caicó, Luiz Cândido Villaça. A magistrada atuou no processo da morte do jornalista F. Gomes, em relação a Gilson que foi desaforado para Natal. Por causa disso, ele não poderia ter sido solto em Caraúbas. Por coincidência, as duas decisões foram proferidas no mesmo dia e ambas constavam nos processos que o réu responde.

O magistrado de Pau dos Ferros disse que se fazia necessária a expedição do alvará de liberdade para o réu por causa do tempo em que se encontrava preso. “Como já transcorreu prazo superior a três anos entre a decretação das prisões preventivas até o presente momento e tendo em vista que o processo ainda não está concluso para sentença, a revogação da prisão preventiva dos acusados que ainda se encontram presos é medida que se impõe“.

A juíza, Eliane Alves Marinho, destacou em sua decisão que não vislumbrava nenhum fato para alterar as razões que deram ensejo à decretação da preventiva do réu Gilson Neudo Soares do Amaral. Disse ainda que “a materialidade e os indícios de autoria estão configurados nos depoimentos prestados perante a autoridade judicial e ainda no laudo de exame cadavérico“. E acrescentou que “também está configurada a necessidade de se garantir a ordem pública, dado que o réu foi pronunciado por crime grave, homicídio triplamente qualificado, além do que responde a outros processos criminais“.



Caso F. Gomes: Júri de Gilson Neudo acontecerá dia 5 de julho em Natal

Julgamento de Gilson Neudo acontecerá no Fórum Miguel Seabra Fagundes em Natal – (Foto: Rosivan Amaral)

O ex-pastor evangélico, Gilson Neudo Soares do Amaral, vai ser julgado no próximo dia 5 de jul, às 08hs no Fórum Miguel Seabra Fagundes no Bairro de Lagoa Nova em Natal, como réu  no processo da morte do jornalista Francisco Gomes de Medeiros (F. Gomes).

O júri ocorrerá em Natal porque a defesa de Gilson Neudo, patrocinada pelo defensor público Serjano Marcos Torquato Valle, ingressou com pedido de desaforamento que foi julgado procedente pelo Tribunal de Justiça.

O promotor Augusto Flavio de Araújo Azevedo, vai atuar na acusação. A juíza Eliana Alves Marinho presidirá a sessão de julgamento. O processo agora, está tramitando na 1ª Vara Criminal de Natal.

O ex-pastor Gilson Neudo Soares do Amaral, foi apontado pela Polícia Civil como partícipe da morte do jornalista. O Ministério Público o denunciou como sendo um dos autores intelectuais do crime.



Advogado de Lailson Lopes pede desaforamento do Júri

O advogado Aneziano Ramos, que defende o réu Lailson Lopes, acusado de ser partícipe do assassinato do jornalista Francisco Gomes de Medeiros (F. Gomes), ingressou no Tribunal de Justiça com pedido de desaforamento do julgamento popular do mesmo.

Outro réu no processo, o ex-pastor Gilson Neudo, também conseguiu através de seu defensor público, o desaforamento do júri para Natal.

O promotor disse que o processo será julgado de acordo com tudo que está no processo, inclusive, às provas e tudo isso justificam uma condenação. “Existe contra Lailson provas de telefones e testemunhais que incriminam. Se o pistoleiro falou com ele antes e depois da morte de F Gomes, é claro que ele está envolvido“, disse Geraldo Rufino.

O julgamento popular de Lailson Lopes, estava previsto para acontecer no dia 21 de junho deste ano no Fórum Amaro Cavalcante em Caicó.



Caso F. Gomes: Justiça marca data para novo julgamento do Gordo da Rodoviária

Novo julgamento de Lailson Lopes, vai acontecer no dia 21 de junho em Caicó

O juiz Luiz Cândido de Andrade Villaça, marcou para o próximo dia 21 de junho, a sessão de julgamento popular do réu Lailson Lopes, conhecido também como “Gordo da Rodoviária”, que foi acusado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público, como partícipe da morte do jornalista F. Gomes em Caicó.

O Júri está previsto para começar às 09hs no Salão Siloé Capuxú, no Fórum Municipal Amaro Cavalcante, localizado na Cidade Judiciária, Zona Leste da cidade.

Esta não é a primeira vez que Lailson Lopes, é levado a Júri por esse crime. No dia 12 de abril de 2014, o réu foi condenado a pena de 14 anos em regime inicialmente fechado. A sessão durou 3 dias. Inicialmente ele ficou preso no Presídio de Caicó, mas, depois foi transferido para outra unidade e antes de ser posto em liberdade no dia 31 de março de 2016, estava no CDP de Patu. Na decisão que o liberou, o juiz Luiz Cândido, atendeu pedido do advogado que reclamou do excesso de prazo.

Quando Lailson foi condenado, o Ministério Público, recorreu para o Tribunal de Justiça, com o objetivo de que a pena fosse aumentada. Os desembargadores então entenderam que na verdade, deveria ocorrer outra sessão de júri, o que foi determinado.

A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão contra Lailson Lopes no dia 22 de fevereiro de 2011, em Caicó. Ele ficou detido, aguardando ser julgado.

Relembre

O jornalista F. Gomes, foi assassinado na calçada de sua casa, na Rua Professor Viana, no Bairro Paraíba, no dia 18 de outubro de 2010, por volta das 21hs. O autor material do crime, João Francisco dos Santos, também conhecido por “Dão”, já foi julgado e condenado. Ele, inclusive, é réu confesso do crime. Atualmente, cumpre pena em uma Presídio Federal.

Outros réus

Outros dois réus no processo, ainda aguardam para serem julgado. Um deles é o ex-pastor evangélico, Gilson Neudo do Amaral. Ele conseguiu através do defensor público que faz a sua defesa, o desaforamento do júri para acontecer na comarca de Natal em data ainda a ser definida. O outro réu, é o advogado, Rivaldo Dantas. Este ainda não tem data marcada para ser julgado, mas, sua sentença de pronuncia já foi prolatada.