RIO GRANDE DO NORTE: Estado registra queda no número de casos de aids

Casos de Aids reduziram no RN

O mês de dezembro marca as ações de combate à aids em todo Brasil. E a nova edição do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, lançado no início do mês, registra queda no número de casos e de morte por aids em todo país. No Rio Grande do Norte, a taxa de detecção de casos de aids caiu de 16 para 14,4 casos por 100 mil habitantes entre 2014 e 2016.

Os resultados demonstram os acertos da política de assistência do Ministério da Saúde, que ampliou o diagnóstico do HIV e diminuiu o tempo para iniciar o tratamento. Com um resultado positivo para o HIV, a pessoa inicia o tratamento em, no máximo, 41 dias após o diagnóstico. Em 2014, esse tempo era de 101 dias. Segundo a diretora de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, as novas tecnologias de prevenção são fundamentais para vencer o HIV.

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Sesap divulga boletim com atualização de casos de microcefalia e outras malformações

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou o boletim com a situação epidemiológica e vigilância de síndromes congênitas associadas à zika e STORCH (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes) no Rio Grande do Norte. Os casos confirmados passaram para 149.

No universo de 516 casos suspeitos notificados, foram descartados 241 e estão sob investigação 122 casos. Do total de casos notificados, 8,6% evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto).

No Rio Grande do Norte a área técnica do controle vetorial da Sesap orienta aos municípios sobre as técnicas de controle mecânico ou ambiental e o químico em última opção para cortar a transmissão pelo mosquito em territórios com grande densidade do vetor.

O controle do vetor é realizado pelos Agentes de Endemias nos Municípios sob a supervisão e orientação dos Sesap. Os Agentes realizam também o trabalho de orientar a população de maneira geral e a comunidade em específico sobre sintomas, riscos e agente transmissor de doenças e medidas de prevenção individual e coletiva, bem como a remoção e eliminação de criadouros.

São eles quem encaminham os pacientes com sintomas sugestivos de Dengue, Zika ou Chikungunya para atendimento nas unidades de saúde que farão a notificação se considerado suspeito. Também fazem a aplicação de produto químico quando não for possível a remoção de criadouro realizando o cálculo de cubagem dos depósitos conforme orienta o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).



Brasil registra 10 estupros coletivos por dia, segundo estudo

Brasil registra 10 estupros coletivos por dia, segundo estudo

Em cinco anos, o número de estupros coletivos mais que dobrou. Entre 2011 e 2016, houve um aumento de 125% nas notificações, passando de 1.570 para 3.526, o equivalente a dez casos por dia em cinco anos. Os dados são do Ministério da Saúde e trazem uma realidade ainda mais alarmante: a de que esses números podem ser ainda maiores. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, somente 10% desses casos são notificados. De acordo com a psicóloga e terapeuta cognitivo-comportamental Alline Cristina Silva, existem várias razões para que a vítima sinta medo ou vergonha de falar sobre o ocorrido.

“Existem algumas hipóteses, uma delas é a proximidade entre vítima e agressor. Medo, nesse caso, de expor para a família ou expor na sociedade a situação de abuso, as consequências e até as implicações da denúncia sob a dinâmica social, uma vez que pode afetar o relacionamento com a família, o relacionamento na escola, pode afetar o círculo de amizade e ter outros desdobramentos.”

De acordo com a pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, os estados com mais casos notificados de estupro coletivo são o Acre, Tocantins e Distrito Federal, porém nem todos os estados forneceram números. Rondônia, por exemplo, registrou crescimento de 113% nos últimos cinco anos.

No início de agosto, o Senado apresentou um projeto que torna o crime de estupro inafiançável e imprescritível. Isso significa que a vítima poderá denunciar o crime a qualquer momento. Atualmente, a lei determina que a prescrição do crime pode variar de acordo com cada caso.