RIO GRANDE DO NORTE: Estado registrou 11 casos de malária

Rio Grande do Norte teve 10 casos de malária em 2017

Em 2017, foram notificados mais de 190 mil casos de malária no Brasil. Destes, o Rio Grande do Norte registrou 11 casos da doença.  Porém, o número de pessoas infectadas tem diminuído no país por conta dos esforços do Ministério da Saúde, que tem atuado na prevenção e controle da doença. E para alertar a população sobre a importância da prevenção e incentivar o tratamento, o Governo Federal aproveitou a data que marca o Dia Mundial da Malária, nesta quarta-feira (25), para lançar uma campanha com o slogan “Faça o Tratamento até o fim. Sem a doença, você vive muito melhor”. Segundo o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, nos últimos anos, as ações estratégicas para combater a doença foram responsáveis pela redução de casos.

“O Ministério da Saúde sempre trabalhou muito nas questões de combate ao vetor, no fornecimento de inseticidas. E no caso de pacientes nós fornecemos também os medicamentos, a parte diagnóstica, fazemos os treinamentos, distribuímos testes rápidos para que a gente possa ter epidemiológicamente, os dados melhores em relação à malária. Então nós obtivemos nos últimos 10 anos, uma diminuição de 57% no caso da malária”.

Neste ano, está previsto o envio de 130 mil testes rápidos para detectar a malária.  Além disso, será realizada a compra de mosquiteiros impregnados com inseticidas de longa duração, que serão distribuídos com base nas necessidades de cada estado e município.



RIO GRANDE DO NORTE: Estado registra queda no número de casos de aids

Casos de Aids reduziram no RN

O mês de dezembro marca as ações de combate à aids em todo Brasil. E a nova edição do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, lançado no início do mês, registra queda no número de casos e de morte por aids em todo país. No Rio Grande do Norte, a taxa de detecção de casos de aids caiu de 16 para 14,4 casos por 100 mil habitantes entre 2014 e 2016.

Os resultados demonstram os acertos da política de assistência do Ministério da Saúde, que ampliou o diagnóstico do HIV e diminuiu o tempo para iniciar o tratamento. Com um resultado positivo para o HIV, a pessoa inicia o tratamento em, no máximo, 41 dias após o diagnóstico. Em 2014, esse tempo era de 101 dias. Segundo a diretora de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, as novas tecnologias de prevenção são fundamentais para vencer o HIV.

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Sesap divulga boletim com atualização de casos de microcefalia e outras malformações

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou o boletim com a situação epidemiológica e vigilância de síndromes congênitas associadas à zika e STORCH (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes) no Rio Grande do Norte. Os casos confirmados passaram para 149.

No universo de 516 casos suspeitos notificados, foram descartados 241 e estão sob investigação 122 casos. Do total de casos notificados, 8,6% evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto).

No Rio Grande do Norte a área técnica do controle vetorial da Sesap orienta aos municípios sobre as técnicas de controle mecânico ou ambiental e o químico em última opção para cortar a transmissão pelo mosquito em territórios com grande densidade do vetor.

O controle do vetor é realizado pelos Agentes de Endemias nos Municípios sob a supervisão e orientação dos Sesap. Os Agentes realizam também o trabalho de orientar a população de maneira geral e a comunidade em específico sobre sintomas, riscos e agente transmissor de doenças e medidas de prevenção individual e coletiva, bem como a remoção e eliminação de criadouros.

São eles quem encaminham os pacientes com sintomas sugestivos de Dengue, Zika ou Chikungunya para atendimento nas unidades de saúde que farão a notificação se considerado suspeito. Também fazem a aplicação de produto químico quando não for possível a remoção de criadouro realizando o cálculo de cubagem dos depósitos conforme orienta o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).



Brasil registra 10 estupros coletivos por dia, segundo estudo

Brasil registra 10 estupros coletivos por dia, segundo estudo

Em cinco anos, o número de estupros coletivos mais que dobrou. Entre 2011 e 2016, houve um aumento de 125% nas notificações, passando de 1.570 para 3.526, o equivalente a dez casos por dia em cinco anos. Os dados são do Ministério da Saúde e trazem uma realidade ainda mais alarmante: a de que esses números podem ser ainda maiores. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, somente 10% desses casos são notificados. De acordo com a psicóloga e terapeuta cognitivo-comportamental Alline Cristina Silva, existem várias razões para que a vítima sinta medo ou vergonha de falar sobre o ocorrido.

“Existem algumas hipóteses, uma delas é a proximidade entre vítima e agressor. Medo, nesse caso, de expor para a família ou expor na sociedade a situação de abuso, as consequências e até as implicações da denúncia sob a dinâmica social, uma vez que pode afetar o relacionamento com a família, o relacionamento na escola, pode afetar o círculo de amizade e ter outros desdobramentos.”

De acordo com a pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, os estados com mais casos notificados de estupro coletivo são o Acre, Tocantins e Distrito Federal, porém nem todos os estados forneceram números. Rondônia, por exemplo, registrou crescimento de 113% nos últimos cinco anos.

No início de agosto, o Senado apresentou um projeto que torna o crime de estupro inafiançável e imprescritível. Isso significa que a vítima poderá denunciar o crime a qualquer momento. Atualmente, a lei determina que a prescrição do crime pode variar de acordo com cada caso.