Dom Antônio volta a criticar corrupção e reformas trabalhista e da previdência

Dom Antônio Carlos critica novamente as reformas da previdência e trabalhista – (Foto: Sidney Silva)

O Bispo da Diocese de Caicó, Dom Antônio Carlos Cruz Santos, em recente entrevista ao Blog Sidney Silva, voltou a criticar o enriquecimento de grandes empresas e de pessoas e lembrou que existe gente vivendo na pobreza e extrema pobreza. Na mesma entrevista ele fala sobre as reformas trabalhista e da previdência e diz que a sociedade não pode ficar de braços cruzados vendo tudo acontecer sem reagir.

Eu me lembro de quando o Papa João Paulo II esteve pela primeira vez na América Latina, no ano de 1979, em Puêbla no México. Ele falava de “ricos, cada vez mais ricos e pobres, cada vez mais pobres” e será João Paulo II que dirá, “Ricos, cada vez mais ricos às custas de pobres, cada vez mais pobres“. A gente sente que existe uma intenção de retrocesso com as reformas trabalhista e previdenciária em nome de uma crise econômica, mas, nós não vemos redução de gastos para os altos funcionários, por exemplo e de grandes devedores da Previdência Social. A própria JBS, que esteve agora na crista da onda com todas essas denúncias, ela deve bilhões à Previdência“, afirma.

Falando sobre corrupção, o Papa Francisco, disse que o dinheiro da corrupção é o dinheiro do povo e que esse deveria ter sido destinado para a Educação, Saúde, Segurança Pública, etc… “Aí você percebe o por que desses setores estarem tão vulneráveis. Agora, por outro lado, a sociedade não pode ficar de braços cruzados. Esse momento delicado que vivemos, deve nos levar a uma mudança de postura. Claro que a gente pode cair no discurso do desespero, que é, procurar o caminho mais curto, dos “salvadores da pátria”. Para nós que CREMOS, ou, a gente faz pelo caminho da paz, justiça e amor, ou nós vamos estar caminhando para um buraco“, diz.

Sobre as respostas que a sociedade deve dar à onda de corrupção vivenciada ao longo dos anos no Brasil, Dom Antônio disse que a Igreja Católica tem tentando fazer a sua parte. “Se nós vamos conseguir os frutos, aí, depende da graça de Deus e da liberdade humana. Se a maior parte da nação, decidir pegar o caminho do desespero, nós vamos pagar caro por isso, mas, cabe a nós, por coerência ao evangelho, falar aquilo que ele nos impele. Eu acho que uma contribuição que a mídia, por exemplo, poderia dar, era a de começar a mostrar às boas alternativas, ou seja, às coisas boas que estão acontecendo. O risco de a gente dar visibilidade a tudo que é negativo, é de uma hora acharmos que está tudo perdido. É preciso suscitar em nós a indignação diante daquilo que é errado, mas, ao mesmo tempo, um grande desejo de fazer o bem“, disse.



Juiz critica Governo por não ter acatado sugestões para melhorar o sistema penitenciário

O juiz da Vara de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar Vilar dos Santos, usou sua página no Facebook para criticar mais uma vez o Governo do Estado diante da rebelião de grandes proporções ocorrida na tarde/noite deste sábado e madrugada deste domingo.

De acordo com o magistrado, o governador deveria ter acatado suas sugestões quando foram dadas e ter nomeado no início, uma pessoa experiente para a Sejuc, que atualmente é coordenada pelo delegado paraibano, Walber Virgolino. Ainda que, deveria ter construído pequenos presídios de forma emergencial para diminuir a superlotação de Alcaçuz e do PEP e outros maiores.

Veja o que escreveu o juiz Henrique Baltazar:

Seria diferente a situação se o atual governo do RN tivesse acatado minhas sugestões?

1. No início inicio nomear alguém experiente para a Sejuc;
2 – Construir emergencialmente vários pequenos presídios, diminuindo a superpopulação de Alcaçuz, PEP e outros maiores
3 – Contratar agentes Penitenciários temporários;
4 – Apressar a construção da nova cadeia de Ceará Mirim;
5 – Manter um presídio de maior segurança para os presos mais perigosos;
6 – Escolher com cuidado os diretores de unidades prisionais;
7- Usar os recursos do Fundo Penitenciário, equipando os presídios
E teve mais outros (alguns sigilosos)