Diminui índice de infestação do Aedes aegypti em Caicó

Segundo dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), o índice de infestação predial do mosquito é 3,4%. Os dados foram coletados entre os dias 02 e 06 de outubro de 2017.

Esse índice de infestação chegou a 10,3%, conforme o LIRAa apresentado entre os dias 06 e 09 de junho deste ano. Isso significa um decréscimo de 6,9% na ocorrência do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.

Confira a ocorrência do mosquito Aedes aegypti nos bairros de Caicó (período 02 a 06 de outubro):

Acampamento: 0%; Adjuto Dias: 0%; Alto da Boa Vista: 0%; Barra Nova: 0%; Boa Passagem: 3,5%; Canuto e Filhos: 0%; Castelo Branco: 0%; Centro: 0%; Darcy Fonseca: 0%; Frei Damião: 0%; Itans: 0%; Jardim Satélite: 0%; João Paulo II: 21,3%; João XXIII: 1,1%; Maynard: 0%; Walfredo Gurgel: 9%; Nova Caicó: 4,7%; Nova Descoberta: 1,4%; Paraíba: 9,2%; Paulo VI: 4,6%; Penedo: 2,1%; Recreio: 1,4%; Salviano Santos: 16,6%; Samanaú: 3,7%; Serrote Branco: 0%; Soledade: 1,5%; Vila Altiva: 0%; Vila do Príncipe: 3%.



Aedes consegue transmitir zika, dengue e chikungunya na mesma picada, diz estudo

Mosquito pode transmitir três doenças com uma só picada

Do G1 – Um novo estudo da Universidade Estadual do Colorado (CSU, sigla em inglês) descobriu que o mosquito Aedes aegypti consegue transmitir múltiplos vírus em uma única picada, como os da dengue, zika e chikungunya. Os resultados foram publicados na revista “Nature Communications” nesta sexta-feira (19).

Os pesquisadores acreditam que os resultados jogam luz sobre como ocorre uma coinfecção – quando uma pessoa é atingida por duas ou mais doenças ao mesmo tempo. Eles dizem que o mecanismo ainda não é compreendido totalmente e que pode ser bastante comum em áreas afetadas por surtos, como o Brasil.

A equipe da CSU infectou os mosquitos em laboratório com os três tipos de vírus, depois realizaram testes para verificar qual a taxa de transmissão. De acordo com o estudo, ainda não há uma razão para acreditar que uma coinfecção possa ser mais grave do que ser atingido por um só vírus. As pesquisas sobre o assunto são escassas.

O primeiro relato de coinfecção por chikungunya e dengue ocorreu em 1967, segundo o estudo. Recentemente, há registros de pacientes que tenham contraído a zika, dengue e a chikungunya ao mesmo tempo na América do Norte e Sul.

A líder da pesquisa, Claudia Ruckert, pós-doutora do laboratório de doenças infecciosas e artrópodes da CSU, diz que a equipe chegou ao resultado de que é possível uma coinfecção, mas que a transmissão dos três vírus simultaneamente é mais raro. “Infecções de dois vírus, no entanto, são bastante comuns, ou mais comuns do que poderíamos imaginar”, disse.