Mosquito modificado geneticamente é utilizado no combate à Dengue, Zika e Chikungunya

Mosquito Aedes geneticamente modificado

Flash, Homem-Aranha e Hulk. Certamente você já ouviu falar desses super-heróis. Todos eles têm, em comum, a alteração genética. Através dela, adquiriram seus superpoderes. Hoje eu vou apresentar para você um novo super-herói. Pode parecer confuso, mas o super-herói a que eu estou me referindo é o mosquito da Dengue. Como assim? É isso mesmo. O Aedes do Bem são mosquitos geneticamente modificados produzidos pela empresa Oxitec. Desenvolvidos em laboratório, o Aedes do Bem é um mosquito macho que, ao copular com a fêmea selvagem do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, transmite um gene para seus descendentes que faz com que eles morram antes de atingir a fase adulta.

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Pessoas que nunca tiveram dengue não devem tomar vacina da doença, diz Anvisa

Pessoas que nunca tiveram dengue não devem tomar vacina da doença, diz Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou nesta quarta-feira (29) que o laboratório Sanofi-Aventis, fabricante da vacina da dengue, apresentou informações que sugerem que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue podem desenvolver formas mais graves da doença caso tomem a vacina.

A vacina Dengvaxia foi aprovada no Brasil em 28 de dezembro de 2015 e não é oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações.

A suspeita do laboratório, apresentada nesta semana,  ainda não é conclusiva, mas, diante do problema, a recomendação da Anvisa é que a vacina não seja tomada por pessoas que nunca tiveram dengue. Apesar de esclarecer que a vacina por si só não é capaz de desencadear um quadro grave da doença nem induzir ao aparecimento espontâneo da dengue – para isso, é preciso ser picado por um mosquito infectado -, existe a possibilidade de que pessoas soronegativas desenvolvam um quadro mais agudo de dengue caso sejam infectadas após terem recebido o medicamento.



RN é o estado com mais cidades com risco de surto de dengue, zika e chikungunya

O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica 357 municípios brasileiros em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Isso significa que mais de 9% das casas visitadas nestas cidades continham larvas do mosquito. A maior parte dessas cidades, um total de 97, fica no Rio Grande do Norte. Ou seja, o estado potiguar tem mais de 58% dos seus municípios em situação de risco.

Das 167 cidades do RN, 165 enviaram os dados para o estudo. Destas, 22 tiveram desempenho satisfatório (13,3%), 73 estão em alerta (44,24%) e 97 em risco (58,08%).



Mais de mil cidades do Brasil estão em alerta para dengue, zika e chikungunya

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (28) o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRa). O indicador aponta que 357 cidades estão em situação de risco para a ocorrência de dengue, zika e chikungunya, pois nelas mais de 9% dos imóveis visitados continham larvas do mosquito. Já 1.139 municípios estão em situação de alerta. Isso significa que entre 1% e 3,9% dos imóveis locais tinham larvas. E 2.450 municípios foram classificados como satisfatórios por apresentarem percentual menor de 1% para presença de larvas.

O LIRa analisou dados de 3.946 cidades, entre o início de outubro e a primeira quinzena de novembro. O número é considerado recorde e decorre da resolução da Comissão Tripartite, que tornou obrigatória, no início deste ano, a disponibilização das informações.

Cerca de 1.600 municípios não realizaram ou não informaram o índice de infestação. Caso isso não seja feito até o dia 14 de dezembro, quando será publicado o relatório final, as cidades serão apenadas com a suspensão da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, conforme pactuado na comissão.



Diminui índice de infestação do Aedes aegypti em Caicó

Segundo dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), o índice de infestação predial do mosquito é 3,4%. Os dados foram coletados entre os dias 02 e 06 de outubro de 2017.

Esse índice de infestação chegou a 10,3%, conforme o LIRAa apresentado entre os dias 06 e 09 de junho deste ano. Isso significa um decréscimo de 6,9% na ocorrência do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.

Confira a ocorrência do mosquito Aedes aegypti nos bairros de Caicó (período 02 a 06 de outubro):

Acampamento: 0%; Adjuto Dias: 0%; Alto da Boa Vista: 0%; Barra Nova: 0%; Boa Passagem: 3,5%; Canuto e Filhos: 0%; Castelo Branco: 0%; Centro: 0%; Darcy Fonseca: 0%; Frei Damião: 0%; Itans: 0%; Jardim Satélite: 0%; João Paulo II: 21,3%; João XXIII: 1,1%; Maynard: 0%; Walfredo Gurgel: 9%; Nova Caicó: 4,7%; Nova Descoberta: 1,4%; Paraíba: 9,2%; Paulo VI: 4,6%; Penedo: 2,1%; Recreio: 1,4%; Salviano Santos: 16,6%; Samanaú: 3,7%; Serrote Branco: 0%; Soledade: 1,5%; Vila Altiva: 0%; Vila do Príncipe: 3%.



Aedes consegue transmitir zika, dengue e chikungunya na mesma picada, diz estudo

Mosquito pode transmitir três doenças com uma só picada

Do G1 – Um novo estudo da Universidade Estadual do Colorado (CSU, sigla em inglês) descobriu que o mosquito Aedes aegypti consegue transmitir múltiplos vírus em uma única picada, como os da dengue, zika e chikungunya. Os resultados foram publicados na revista “Nature Communications” nesta sexta-feira (19).

Os pesquisadores acreditam que os resultados jogam luz sobre como ocorre uma coinfecção – quando uma pessoa é atingida por duas ou mais doenças ao mesmo tempo. Eles dizem que o mecanismo ainda não é compreendido totalmente e que pode ser bastante comum em áreas afetadas por surtos, como o Brasil.

A equipe da CSU infectou os mosquitos em laboratório com os três tipos de vírus, depois realizaram testes para verificar qual a taxa de transmissão. De acordo com o estudo, ainda não há uma razão para acreditar que uma coinfecção possa ser mais grave do que ser atingido por um só vírus. As pesquisas sobre o assunto são escassas.

O primeiro relato de coinfecção por chikungunya e dengue ocorreu em 1967, segundo o estudo. Recentemente, há registros de pacientes que tenham contraído a zika, dengue e a chikungunya ao mesmo tempo na América do Norte e Sul.

A líder da pesquisa, Claudia Ruckert, pós-doutora do laboratório de doenças infecciosas e artrópodes da CSU, diz que a equipe chegou ao resultado de que é possível uma coinfecção, mas que a transmissão dos três vírus simultaneamente é mais raro. “Infecções de dois vírus, no entanto, são bastante comuns, ou mais comuns do que poderíamos imaginar”, disse.