Comércio fecha mais de 400 mil vagas e desemprego atinge mais de 13 milhões de brasileiros

Comércio fecha mais de 400 mil vagas e desemprego atinge mais de 13 milhões de brasileiros

Após melhoras em 2017, a taxa de desocupação voltou a crescer no trimestre de fevereiro a abril de 2018, chegando a 12,9%. Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad), divulgada nesta terça-feira (29) pelo IBGE.

O resultado foi puxado pelo corte de vagas no Comércio, que teve diminuição de 439 mil pessoas (-2,5%) na população ocupada em relação ao trimestre encerrado em janeiro.

A Pnad aponta ainda que a população ocupada teve redução de 969 mil pessoas (-1,1%) na comparação com o trimestre encerrado em janeiro, sendo a queda mais expressiva entre os empregados com carteira assinada, com a saída de 567 mil trabalhadores (-1,7%) do grupo.

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Em agosto, RN teve criação de 3.241 postos de trabalho formais

Em agosto, foi registrada a criação de 3.241 postos de trabalho formal, no Rio Grande do Norte, número que resulta em saldo de 613 novos empregos

O Boletim dos Pequenos Negócios, divulgado esta semana pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, também trata do saldo de empregos com carteira assinada no estado. A análise do Sebrae mostra que o RN começa a dar sinais de recuperação. Em agosto, foi registrada a criação de 3.241 postos de trabalho formal, no Rio Grande do Norte, número que resulta em saldo de 613 novos empregos quando somados os resultados dos oito primeiros meses de 2017 com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse é o primeiro resultado positivo do ano, revertendo os números negativos de 2015 e 2016. O Caged ainda mostra saldo negativo quando considerados os últimos 12 meses, pois, nesse período, foram extintas 2.157 vagas.

O boletim também verifica a situação da arrecadação do principal imposto para os cofres do estado. O ICMS arrecadado pelo Rio Grande do Norte nos primeiros nove meses de cada ano, no período de 2013 a 2017, aproximou-se dos R$ 3,7 bilhões, com crescimento nominal de 3,8% no último período em relação ao anterior, e de 28,4% durante toda a série. Considerando que a inflação calculada pelo INPC (FGV) entre setembro de 2013 e setembro de 2017 foi de 30,3%, nota-se que os recursos arrecadados, embora crescentes, não acompanham a desvalorização da moeda.