Aneel decide não cortar energia de consumidores de baixa renda inadimplentes até o dia 30 de junho

Energia elétrica não poderá ser cortada

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira (26) que iria suspender, até dia 30 de junho, o corte de energia dos consumidores de baixa renda que estiverem inadimplentes.

Essa medida vale exclusivamente para as cerca de 12 milhões de famílias que compõem o grupo de consumidores da tarifa social de energia elétrica. Com a política, essa parcela da população já recebe um abatimento mensal que varia de acordo com a tabela de consumo.

Fazem parte deste grupo as famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa ou famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento –nesse caso, com renda mensal de até três salários. Também têm direito as famílias com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada.

Além disso, fica proibido o corte de energia de unidades consumidoras com equipamentos vitais à preservação da vida e dependentes de energia elétrica, além de unidades de saúde, a exemplo de hospitais e centros de produção, armazenamento e distribuição de vacinas.


Com 120 mil clientes inadimplentes, Cosern retoma cortes de energia na segunda (3)

Cortes de energia de clientes inadimplentes serão retomados nesta segunda, dia 3

Os cortes no fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento voltarão a ser realizados a partir desta segunda-feira (3) em todo o Rio Grande do Norte, após um período de suspensão por conta da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo a Cosern, 120 mil clientes, somando pessoas físicas e jurídicas, em todo o Estado, podem ter o serviço suspenso por inadimplência. A companhia possui 1,47 milhão de clientes no território potiguar.

A empresa reforça que os clientes serão previamente reavisados da existência do débito e terão a oportunidade de quitar a dívida, com condições especiais de pagamento. “O corte de energia é sempre o último recurso utilizado pela empresa. Antes, são adotadas todas as medidas administrativas para a quitação da dívida. Para evitar uma medida drástica, a empresa está disponibilizando condições diferenciadas aos nossos clientes nesse momento de dificuldade”, disse Gilmar Mikeias, gerente de Recuperação da Receita da Cosern.

Desde maio, a concessionária lançou um Portal de Negociação (www.cosern.com.br) para pagamentos e parcelamento de débitos para clientes residenciais com mais de duas contas de energia em aberto. O portal é mais uma iniciativa da distribuidora para minimizar o impacto econômico provocado pela pandemia da Covid-19 no orçamento doméstico dos potiguares.


Estáio do Vasco tem luz cortada por “deficiência técnica”

Do GE – O São Januário está sem luz. Na tarde desta quinta-feira, a Light cortou o fornecimento de energia da sede do Vasco. Segundo a empresa, o motivo foi deficiência técnica – “quando as instalações do cliente oferecem risco iminente de danos às pessoas, bens ou ao próprio sistema elétrico da companhia, o que pode afetar outros clientes“.

Segundo o Vasco, a falta de luz ocorreu por causa de um problema num transformador da rua. O clube esperava que o restabelecimento ocorresse nesta sexta. Os funcionários do clube foram liberados à tarde devido ao ocorrido.

De acordo com a Light, o Vasco foi notificado seis vezes, desde julho de 2017, para modernizar sua rede elétrica. O fornecimento só voltará quando o clube “realizar as adequações necessárias para eliminar os riscos de suas instalações“.


Bandeira tarifária nas contas de luz será amarela

A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de energia em julho passou de verde para amarela, o que significa um acréscimo de 2 reais a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, o fator que determinou o acionamento da bandeira amarela foi o aumento do custo de geração de energia elétrica.

O diretor Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, explica que quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.