Mais de 37 mil militares brasileiros atuaram pela paz e reconstrução do país haitiano

Mais de 37 mil militares brasileiros atuaram pela paz e reconstrução do país haitiano

O Brasil coordenou a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti, a Minustah, durante 13 anos e neste período, mais de 37 mil militares brasileiros atuaram pela paz e reconstrução do país haitiano. Agora, com a missão cumprida, eles foram homenageados pelo Ministério da Defesa, em conjunto com a Marinha, o Exército e a Força Aérea, em uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro, no último final de semana. O capitão Luís Manoel de Campos Mello foi quem comandou os 290 homens no Haiti e conta como era o trabalho deles lá e do orgulho de fazer parte de uma missão de paz. “O dia-a-dia era de muito trabalho, os nossos soldados estavam o tempo todo patrulhando a cidade, trazendo segurança ao povo haitiano. E, para nós, foi muito compensador poder fazer parte deste trabalho, desta história de sucesso do contingente militar brasileiro, das Forças Armadas Brasileiras, dando apoio a uma missão de paz da ONU”.

Durante a homenagem que o governo fez aos militares que colaboraram na missão, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o mundo precisa de menos guerra e mais paz. “O mundo precisa de mais missões de paz. Quem tira recursos da ONU, tira, do único instrumento de governança multilateral e voltado para a paz e o desenvolvimento que nós temos no mundo”.

Segundo o ministro da Defesa, esta missão gerou reconhecimento internacional para o Brasil, que já recebeu mais de 10 convites para atuar em outros país.



Operação conjunta da Polícia Militar e do Exército apreende armas e drogas

Nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte e o Exército Brasileiro desencadearam uma operação conjunta no bairro Passo da Pátria, zona Leste de Natal.

A operação contou com policiais militares de três unidades operacionais, entre o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e da Companhia de Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM), além do Centro Integrado de Operações Aéreas (CEIOPAER) e da Polícia do Exército Brasileiro.

Na operação foram apreendidas seis armas de fogo, entre elas uma pistola de calibre restrito das Forças Armadas (9mm), 3 pistolas calibre .380, e 2 revólveres calibre .38, além de aproximadamente 22 kg de maconha, 3 barras de explosivos, bala clava, colete balístico e diversos materiais, como TV’s e aparelhos de som.

Na ação policial foram recapturados os foragidos Vanderson Barros Pacheco, 30 anos, João Paulo Fernandes de Assis Lima, 25 anos, e Rodrigo Januário Alves, 32 anos. Também foi preso na operação Josiel Gomes Bastos, 28 anos. Há suspeitas de que os presos são integrantes da facção criminosa Sindicato do RN.



A pedido do governo do estado, Exército vai reforçar segurança nas ruas de Natal

A pedido do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, as Forças Armadas irão reforçar a segurança nas ruas de Natal. A capital potiguar enfrenta uma onda de violência, com ataques a ônibus, delegacias e outros prédios públicos após a rebelião que terminou com 26 mortos Penitenciária Estadual de Alcaçuz.

O pedido de envio das tropas foi feito hoje (19) ao presidente Michel Temer, que participava de evento em Ribeirão Preto.

Ao desembarcar em Brasília, Temer conversou com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e autorizou o envio dos militares, principalmente do Exército, para a capital potiguar. A assessoria da Presidência da República não informou o tamanho do efetivo nem quando os agentes chegarão a Natal.

Presídios

Ontem (18), o governo do Rio Grande do Norte apresentou oficialmente ao governo federal a solicitação para que as Forças Armadas possam atuar na segurança dos presídios do estado.

Em entrevista após o evento em Ribeirão Preto, Temer reiterou que a atuação das Forças Armadas dentro dos presídios ficará restrita à inspeção. “E claro que elas vão cuidar dos presos, mas elas vão ter uma presença muito eficaz, muito eficiente nesta inspeção que farão ao longo do tempo, porque uma das coisas que agrava muito a questão dos presídios é a entrada de armas, celulares, etc”, afirmou.

“Aparentemente, era uma questão só local, mas que começou a ultrapassar as fronteiras físicas e jurídicas dos estados brasileiros, gerando quase uma questão ligada à segurança nacional. Nós não podemos tolerar, a União não pode ficar inerte, não pode tolerar esses movimentos que estão sendo feitos”, disse o presidente ao justificar a necessidade de tropas nas penitenciárias.

Temer destacou que o governo destinou R$ 150 milhões para a detecção de celulares nas penitenciárias e que, nos próximos meses, serão construídos 30 novos presídios federais e estaduais.

*Agência Brasil