Alvo de atirador em Goiânia, adolescente de 14 anos está paraplégica

O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) confirmou nesta quarta-feira (25), por meio de sua assessoria, que a estudante Isadora de Morais, de 14 anos, está paraplégica. A adolescente foi vítima de um dos disparos feito por um colega na última sexta-feira (20), no colégio Goyases.

De acordo com o boletim divulgado pelo hospital, a adolescente sofreu lesão na medula e perdeu o movimento das pernas. Isadora continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), consciente e respirando sem a ajuda de aparelhos.

O crime aconteceu na sexta em uma sala de aula do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, na capital goiana. Os tiros foram disparados por um aluno da classe, de 14 anos, no intervalo entre duas aulas. O adolescente está em um centro de internação em Goiânia e deverá ficar apreendido por pelo menos 45 dias. A partir das quatro da tarde, o hospital concederá uma entrevista coletiva para dar mais informações sobre o estado de saúde da adolescente.



Aluno que disparou contra colegas foi motivado por Bullying

O adolescente que abriu fogo contra colegas, na manhã desta sexta-feira (20), matando dois alunos e deixando quatro feridos, em uma escola particular de Goiânia, era vitima de bullying. A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Gonzaga Júnior, titular da Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai).

De acordo com o Luiz Gonzaga, que concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta (20), uma das vítimas fatais era o principal autor das chacotas que motivaram o adolescente a cometer o crime. “Ele resolveu executar e matar pessoas. Primeiro esse colega, desafeto dele, e em seguida, ficou com vontade de matar mais. Isso no momento da execução. Ele inclusive se prontificou e falou para todo mundo ‘vocês vão todos morrer“.

O delegado contou que após fazer os primeiros disparos, o garoto começou a escolher as vítimas aleatoriamente. Morreram ainda na sala de aula, os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 14 anos. Os outros quatro alunos feridos (três meninas e um menino) foram levados para um hospital, onde estão internados.

O aluno, segundo a Polícia, teria se inspirado em outros massacres a tiros em colégios e planejou o ataque durante dois meses. A arma usada no crime, uma pistola .40 é da mãe do garoto, Policial Militar, assim como o pai.

O delegado ainda comentou que o autor dos disparos tem histórico de ótimo aluno, sem registros de problemas disciplinares.