Oito notícias sobre o Haiti, por Fred Carvalho

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Jornalista Fred Carvalho esteve no Haiti

Essa semana completa seis anos que o jornalista Fred Carvalho foi ao Haiti a convite do Ministério da Defesa cobrir a Minustah, a recém encerrada Missão de Paz da ONU que ajudou a reconstruir aquele país. Para marcar a data, ele reuniu reuniu as oito matérias que escreveu para a Tribuna do Norte.

Confira:

TN acompanha missão de paz no Haiti – goo.gl/voDcvR

Um oásis em Porto Príncipe – goo.gl/v8chpj

Porto Príncipe: calor, poeira, trânsito e taptaps – goo.gl/3VRd1a

“Temos que fazer os haitianos andarem com as próprias pernas” – goo.gl/Fx4vv3

Imponentes no chão – goo.gl/Byrkih

“A paz queremos com fervor” – goo.gl/GFFrLa

IDPs: o fundo do poço da população haitiana – goo.gl/Nmt9kd

Force Commander: um irrequieto no comando da Minustah – goo.gl/MC4RWa



Mais de 37 mil militares brasileiros atuaram pela paz e reconstrução do país haitiano

Mais de 37 mil militares brasileiros atuaram pela paz e reconstrução do país haitiano

O Brasil coordenou a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti, a Minustah, durante 13 anos e neste período, mais de 37 mil militares brasileiros atuaram pela paz e reconstrução do país haitiano. Agora, com a missão cumprida, eles foram homenageados pelo Ministério da Defesa, em conjunto com a Marinha, o Exército e a Força Aérea, em uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro, no último final de semana. O capitão Luís Manoel de Campos Mello foi quem comandou os 290 homens no Haiti e conta como era o trabalho deles lá e do orgulho de fazer parte de uma missão de paz. “O dia-a-dia era de muito trabalho, os nossos soldados estavam o tempo todo patrulhando a cidade, trazendo segurança ao povo haitiano. E, para nós, foi muito compensador poder fazer parte deste trabalho, desta história de sucesso do contingente militar brasileiro, das Forças Armadas Brasileiras, dando apoio a uma missão de paz da ONU”.

Durante a homenagem que o governo fez aos militares que colaboraram na missão, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o mundo precisa de menos guerra e mais paz. “O mundo precisa de mais missões de paz. Quem tira recursos da ONU, tira, do único instrumento de governança multilateral e voltado para a paz e o desenvolvimento que nós temos no mundo”.

Segundo o ministro da Defesa, esta missão gerou reconhecimento internacional para o Brasil, que já recebeu mais de 10 convites para atuar em outros país.



Hospital construído pelo Brasil no Haiti recebe nome de Zilda Arns

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, juntamente com o ministro do Desenvolvimento Social do Brasil, Osmar Terra, participaram nesta sexta-feira (23) da cerimônia de batismo do Hospital Comunitário de Referência Dra. Zilda Arns, em Porto Príncipe, capital do Haiti. A unidade, localizada no bairro de Bon Repos, passa a levar o nome da médica brasileira que morreu vítima do terremoto ocorrido na capital haitiana em 2010. Zilda Arns foi três vezes indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

O Hospital Zilda Arns é uma das três unidades de saúde construídas pelo Brasil no país, como parte do projeto internacional de reconstrução do Haiti. O hospital, que foi entregue ao governo haitiano em 2014, conta com aproximadamente 40 leitos e atende mais de 200 pessoas por dia em especialidades como Ortopedia, Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria além de Clínica Geral.

Zila Arns, fundadora da Pastoral da Criança, é reconhecida mundialmente pelo trabalho humanitário voltado à redução da mortalidade infantil.

O Hospital Comunitário de Referência Dra. Zilda Arns é fruto da parceria do trabalho conjunto realizado pelas três nações – Brasil, Haiti e Cuba  – para o desenvolvimento do Haiti. O que norteia a cooperação entre os nossos países é a solidariedade e o compromisso com a saúde pública, valores refletidos no trabalho e no legado da Dra. Zilda Arns”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a cerimônia de batismo da unidade de saúde em Porto Príncipe. O ministro ressaltou que a médica brasileira dedicou-se a salvar a vida de milhões de crianças, combatendo a mortalidade infantil, a desnutrição e a violência.