TSE pede que governo mude início do horário de verão de 2018 devido às eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer que o governo federal mude a data do horário de verão do próximo ano. Em encontro com o presidente Michel Temer, nessa quinta-feira (16), no Palácio do Planalto, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, entregou um ofício solicitando que em 2018 o horário de verão comece após o segundo turno das eleições gerais. Normalmente, o horário de verão começa no mês de outubro.

Em nota divulgada em seu site, o TSE explica que “a razão do pedido é garantir que os diferentes fusos horários existentes no Brasil, acentuados pela mudança de ponteiros que tradicionalmente ocorre nos meses de verão nas regiões do Centro-Sul do país, não causem atrasos na apuração dos votos e na divulgação do resultado das eleições”.

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Horário de verão começa neste domingo (15)

Horário de verão começa neste domingo (15)

A 00 hora deste domingo (15), os brasileiros de 10 estados  e do Distrito Federal deverão adiantar o relógio em uma hora por conta do horário de verão. O ajuste vale para moradores da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A mudança serve para aproveitar o maior período de luz solar possível para que se possa economizar energia. Com isto, o leste do Amazonas e os estados de Roraima e Rondônia ficam com duas horas a menos em relação ao horário de Brasília, enquanto Acre e oeste do Amazonas ficam com três horas a menos.

Segundo o chefe da Divisão do Serviço da Hora do Observatório Nacional (ON), Ricardo Carvalho, a duração do dia é maior nas áreas distantes da linha do equador, que divide a Terra entre os hemisférios Norte e Sul, como as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Ele explica que quanto mais ao Sul, os dias tendem ter uma maior variação ao durante o ano, sendo mais longos no verão e mais curtos no inverno.

Nas regiões próximas à linha do Equador, a duração do dia varia muito pouco durante o ano. Enquanto que abaixo do Trópico de Capricórnio os ganhos são relevantes. Por isto que estes Estados passaram a adotar o horário de verão de forma permanente. Aqui, por exemplo, no Rio de Janeiro, em 1º de julho deste ano, a duração do dia foi de 10 horas e 45 minutos no inverno. No verão, mais especificamente 1º de dezembro de 2017, a duração do dia no Rio de Janeiro será de 13 horas e 07 minutos“, disse.

Apesar de o ano passado terem sido economizados quase R$ 160 milhões com a medida, uma pesquisa feita pelo Ministério de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema Elétrico concluiu que o horário de verão não é tão eficiente como já foi no passado. Isto fez com que o governo avaliasse se haveria ou não a adesão neste ano. A mudança vai ser adotada até 18 de fevereiro de 2018.



Horário de verão gerou economia de R$ 159 milhões com redução do uso de térmicas

ABr – O horário de verão deste ano possibilitou uma economia de R$ 159,5 milhões, decorrentes da redução do acionamento de usinas térmicas durante o período de vigência da medida. O número é maior do que previsto pelo governo, que esperava uma economia de R$ 147,5 milhões, mas ficou abaixo do resultado do ano passado, quando o total chegou a R$ 162 milhões.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, no Sistema Sul, houve uma redução da ordem de 4,3% na demanda no horário de pico (entre as 18h e as 21h), o que equivale, aproximadamente, ao atendimento do dobro da carga da cidade de Florianópolis neste horário. No Sistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução da demanda foi equivalente ao atendimento da metade da carga da cidade do Rio de Janeiro no horário de ponta, aproximadamente.

Esta edição do horário de verão durou 126 dias, de 16 de outubro de 2016 a 19 de fevereiro de 2017. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, além da economia de dinheiro, a medida gera ganhos qualitativos com a redução do consumo no horário de pico noturno, diminuindo os carregamentos no sistema de transmissão, proporcionando maior flexibilidade operativa para realização de manutenções em equipamentos e redução de cortes de carga em situações de emergência, o que gera um aumento na segurança do atendimento ao consumidor final.