IBGE aponta que Brasil tem 116 milhões de pessoas conectadas à internet

Milhões de pessoas estão conectadas no Brasil

Em 2016, mais de 116 milhões de brasileiros se conectaram à internet, o que representa mais de 64% da população com mais de 10 anos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C).

Segundo a pesquisa, o celular continua a ser o principal aparelho para acessar a internet no Brasil. Em 2016, o eletrônico era usado por 94,6% dos internautas, à frente de computadores (63,7%), tablets (16,4%) e televisões (11,3%).

Segundo o IBGE, 77,1% dos brasileiros possuíam algum celular. A proporção de mulheres conectadas foi maior que a de homens: 65,5% delas tinham acesso, enquanto, o índice entre eles era de 63,8%.

Considerando a faixa etária, os indivíduos com idade entre 18 e 24 anos apresentavam a maior taxa de conexão: 85% deles estavam online. Já os brasileiros com mais de 60 anos apresentavam o menor índice, de 25%.

As regiões Nordeste e Norte eram as únicas a apresentar taxas de indivíduos conectados inferiores à média brasileira, de 52,3% e 54,3%, respectivamente.



Pesquisa aponta que Nordeste tem maior taxa de analfabetismo do país

Pesquisa aponta que Nordeste tem maior taxa de analfabetismo do país

Mais da metade da população brasileira de 25 anos ou mais tinham concluído apenas o ensino fundamental em 2016. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (21) pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio, a PNAD contínua, feita pelo IBGE. Ao todo, mais de 66 milhões de brasileiros nesta faixa etária tinham apenas o ensino fundamental completo, enquanto menos de 20 milhões (15%) tinham o ensino superior completo.

A taxa de analfabetismo em 2016 ficou em torno de 7,2%, o que representa cerca de 11,8 milhões de pessoas. Entre as regiões mais afetadas pela falta de alfabetização está o Nordeste, com mais de 14,8% da população, longe dos 3,6% da região Sul. O Nordeste registra ainda cerca de 52,6% da população de 25 anos ou mais sem o ensino fundamental completo.

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Nordeste registra maior desigualdade nos rendimentos, aponta IBGE

O Nordeste é a região do país com maior desigualdade nos rendimentos. A informação foi divulgada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2016, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. A informação foi detalhada pelo gerente da pesquisa, Cimar Azeredo. “27,6% da população do Brasil está na região Nordeste. Olhando o mapa você vai pensar: o Nordeste seria a região com a segunda maior massa de rendimento, que é a soma de todos os rendimentos, tanto de trabalho como de outras fontes que circulam no Estado. É lá que podemos encontrar os Estados com maior desigualdade, que é o caso de Pernambuco, um Estado extremamente desigual, a Bahia é muito desigual, o Maranhão é desigual demais, com índices bastante elevados”.

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Microempresas empregam 50% dos trabalhadores, aponta IBGE

Microempresas empregam 50% dos trabalhadores, aponta PNAD

O percentual de pessoas que trabalhavam em grandes empresas caiu no ano passado. É o que indica a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, divulgada nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.

De acordo com a publicação, dos mais de 73 milhões de empregadores, trabalhadores por conta própria e empregados, 26% estavam em empresas de grande porte em 2016. São consideradas empresas de grande porte as que contam com um quadro de funcionário com mais de 50 pessoas. O número é menor que em 2015, quando o índice ficou em 29%.

A participação nas empresas de pequeno porte subiu. De acordo a PNAD, eram 48% em 2015 e a foi para 50% em 2016. O levantamento mostra o início de uma tendência que se manteve até esse ano. De acordo com o Ministério do Trabalho, de janeiro a agosto de 2017, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por criar 327 mil postos de empregos.

A PNAD ainda aponta que houve um aumento no número de empregadores e trabalhadores em empreendimentos registrados no CNPJ, atingindo a marca de quase 29%.

Outro comportamento observado pela pesquisa foi a diminuição de pessoas sindicalizadas e de trabalhadores e empresas ligadas a associações em 2016.