Pesquisa do Sebrae aponta impactos da crise nos pequenos negócios

Setores tiveram que demitir, mas, empresários confirmaram interesse de recontratar

A crise financeira imposta pelas medidas de afastamento social e restrições na circulação de pessoas em ambientes coletivos desafiou o segmento dos pequenos negócios do Rio Grande do Norte a se reinventar para se manter no mercado. Um levantamento feito pelo Sebrae com pequenas empresas exclusivamente potiguares comprovou que 52,3% desses empreendimentos no estado foram obrigados a modificar a forma de operação para continuar funcionando depois da publicação dos decretos com as medidas de prevenção ao contágio do novo coronavírus (Covid-19). Mas afirmam que só conseguem manter as operações nessas condições por mais 28 dias.

As empresas tiveram principalmente que reduzir o horário de funcionamento e também passar a operar apenas com as entregas e vendas pela internet. Também adotaram o teletrabalho, o rodízio de funcionários ou implantaram o sistema de drive thru, pelo qual o cliente pega a mercadoria no estabelecimento sem sair do veículo. O levantamento foi realizado na semana passada, entre os dias 21 e 25, e ouviu 361 empresários, entre Microempreendedores Individuais (MEI) e donos de microempresas e empresas de pequeno porte, de 26 segmentos distintos da economia. O índice de confiança do estudo é de 95% e a margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos.