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Massacre de Alcaçuz: 74 são indiciados pela matança de 26 presos em janeiro de 2017

Anderson Barbosa (Agora RN) – A Polícia Civil potiguar concluiu nesta sexta-feira, 29, o inquérito que apura o Massacre de Alcaçuz – como ficou mais conhecida a matança de 26 presos ocorrida em janeiro de 2017 dentro da maior penitenciária do Rio Grande do Norte. Ao todo, 74 detentos serão indiciados por homicídio, além de outros crimes.

Os nomes dos indiciados e os detalhes da investigação serão apresentados pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em uma coletiva de imprensa a ser realizada ainda nesta sexta, na Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol).

Logo após o massacre, cinco detentos foram apontados como chefes do PCC no RN e transferidos de avião para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. Eles foram os primeiros a ser indiciados pelas 26 mortes. São eles:

  • João Francisco dos Santos, ‘Dão’. Condenado a 39 anos de prisão por ter matado o radialista F. Gomes, em Caicó. É natural de Caicó/RN;
  • José Cláudio Cândido do Prado, ‘Doni’. Natural de Campo Grande/MS. Condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas;
  • Paulo Márcio Rodrigues de Araújo. É preso provisório, ainda não foi condenado. É da cidade de Ipanguaçu/RN;
  • Tiago de Souza Soares, ‘Decinho’. Natural de Mossoró/RN. Condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas;
  • Paulo da Silva Santos, ‘Paulo Fuzil’. Natural de Linhares/ES. Condenado a 32 anos de prisão pelos crimes de extorsão e tráfico de drogas.

O MASSACRE

O Massacre de Alcaçuz começou em 14 de janeiro de 2017, e durou quase duas semanas. Ao final, 26 presos foram mortos durante uma briga envolvendo membros de duas facções criminosas: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Sindicato do Crime do RN.



DHPP indicia 14 detentos da facção Sindicato do RN por morte em presídio

Presos foram indiciados por morto dentro da João Chaves – (Fotos: Divulgação: Assessoria de Comunicação Polícia Civil/RN)

Uma investigação da Delegacia de Homicídio da Zona Norte (DHZN) da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indiciou 14 detentos da Penitenciária João Chaves por terem matado o preso Luiz Clebson de Araújo, conhecido por “Mossoró”, 26 anos, no dia 26 de setembro de 2016. A investigação descobriu que o grupo, formado por integrantes da facção Sindicato do RN, matou a vítima e simulou que a mesma tivesse cometido um suicídio. Na tarde do dia 26, o corpo de Luiz foi encontrado dependurado na entrada da cela 10, do Pavilhão 2. Ele havia cometido crimes como roubo e tráfico de drogas.

Foram indiciados por homicídio qualificado e associação criminosa: Adriano Machado, vulgo “Goianinha”, 30 anos; David Lopes da Silva, vulgo “Riú”, 30 anos; Wellington Fernandes de Lima, vulgo “Espanta”, 32 anos; Hegleiber Silva dos Santos, vulgo “Ceará”, 34 anos; Israel Nascimento de Oliveira, 27 anos; Moab Cristiano de Araújo Pinheiro, 31 anos; Edson Luiz de Oliveira, vulgo ” Shampoo”, 30 anos; Pedro Caetano da Silva, vulgo “Pedro Boy” ou “Coroa Pedro”, 35 anos; José Ederfran Rodrigues Pessoa, 37 anos; José Wellington Costa de Souza Junior, vulgo “Aranha”, brasileiro, 27 anos; Jubiranilson de Araújo Barbosa, vulgo “Jubi”, 28 anos; Maciel Cavalcanti Odilon, vulgo “Badibi”, 27 anos; Marcelo Moreira de Oliveira, vulgo “Marcelo Boy ou Marcelo de Cleuza”, 42 anos; Marcos dos Santos Aguiar, vulgo “Cara de Pulga Maruim”, 35 anos. A DHPP já representou à Justiça a prisão preventiva dos 13 indiciados.

De acordo com as investigações, a motivação para que Luiz Clebson fosse morto pelos integrantes do Sindicato do RN seria porque o mesmo estava montando uma falsa fuga para os presos do Sindicato do RN que estavam detidos no Pavilhão 2, com o intuito de serem executados logo após a fuga. Luiz Clebson estava arquitetando para que os detentos do Sindicato do RN fossem mortos por integrantes do Primeiro Comando da Capital.

O plano arquitetado por Luiz Clebson estava sendo combinado por celular e um dos presos do Sindicato do RNconseguiu pegar o celular da vítima e descobriu todo o plano. Após a descoberta, os presos do Sindicato do RN decidiram matar Luiz Clebson. Para elucidar o homicídio da vítima, a equipe da DHPP ouviu 46 presos que estavam detidos no Pavilhão 2.



Polícia Civil de São Paulo do Potengi indicia dupla por atear fogo na garagem da prefeitura

A Polícia Civil de São Paulo do Potengi indicia Maciel Cavalcante da Silva, vulgo “Mutante”, 19 anos, e Rafael Henrique Ferrari, por terem ateado fogo em veículos que estavam estacionados na garagem da Prefeitura da cidade, resultando no incêndio de um ônibus escolar.

Rafael Henrique Ferrari e Maciel Cavalcante da Silva fora indiciados

No crime, ocorrido no dia 19 de janeiro, três homens encapuzados e armados teriam rendido o vigilante da garagem e entrado no órgão público com garrafas contendo gasolina. Através de investigações, a polícia identificou quatro pessoas suspeitas pelo crime, as quais são Maciel e Rafael, um adolescente de 17 anos e outro de 15 anos.

Policiais civis prenderam Maciel um dia depois do atentado, após o recebimento de denúncias acerca de um homem que estaria bastante queimado e que estava escondido em uma casa. Os adolescentes responderão pelos crimes análogos à incêndio e organização criminosa. Maciel e Rafael foram autuados pelos mesmos crimes, além de corrupção de menores.