Reservatórios estaduais começam a receber água

As recentes chuvas também trouxeram aumento de volume em alguns dos 47 reservatórios estaduais, com capacidade superior a 5 milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn).

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves recebeu 2,7 milhões de metros cúbicos e 6 centímetros (cm) de volume. Já o açude Mendubim, em Assú, teve uma elevação de 14cm no seu volume, enquanto o reservatório de Passagem das Traíras, em São José do Seridó, teve um aumento de volume de 21 cm. Na região Oeste, o único manancial a apresentar mudança significativa foi o Açude Morcego que aumentou seu volume em 2cm.

O diretor-presidente do Igarn, Josivan Cardoso, destaca que esses aumentos ainda são baixos e que o uso consciente da água é essencial.  “Esperamos que as chuvas continuem e se intensifiquem para que os volumes realmente possam aumentar e melhorar a situação das reservas hídricas do estado. É importante a população ter consciência sobre o uso sustentável da água, já que as reservas continuam baixas”, explicou.

Além dos reservatórios, houve também o aumento nos volumes dos rios que cortam o estado e também de lagoas. A de Extremoz recebeu 5 cm de água, a do Jiqui, 34cm, e a do Bonfim ganhou 4cm.



“Eu credito que teremos inverno, mas, um pouco mais tarde”, diz profeta Chico Elpídeo

Chico Epídeo mostra galhos de uma Jurema que brota lentamente na zona rural de Caicó – (Foto: Sidney Silva)

Sidney Silva (Tribuna do Norte) – A espera do homem do campo pela chuva no semi-árido, é grande. Muitos queriam que o inverno começasse logo por causa da quantidade de anos de seca que castigou a região Nordeste. No Distrito Palma, distante 27 quilômetros da cidade de Caicó, o agricultor, Francisco Elpídeo de Medeiros, de 67 anos, um dos chamados “profetas do tempo”, conta as experiências que indicam se teremos chuvas volumosas ou se serão fracas. É na natureza onde ele encontra os sinais e avisa: “Vai ser um inverno médio”.

Algumas plantas que dizem que o inverno está chegando, não estão se manifestando e outras começaram, mas, de maneira muito lenta. Os animais, por exemplo, o Gavião Vermelho, a Siriema, ainda não deram sinais. Os pássaros que ficam em bando, começam a se acasalar e ainda não aconteceu. Quer dizer… Eu não acredito em um inverno, amanhã (falando da pré-estação chuvosa). Eu credito que teremos inverno, mas, um pouco mais tarde. Eu não acredito no inverno que estão dizendo (se refere aos meteorologistas) que vai ser acima da média. Mas, chove“, disse.

O caicoense, Chico Elpídeo, ainda citou as abelhas entre outros insetos como sendo partes da natureza que dão indícios de bom inverno ou de seca. “As abelhas, não tem “fiação” (não estão procriando). As formigas ainda não se manifestaram“, disse.

Mesmo com falta de sinais por parte dos animais, Elpídeo viu nas plantas indicativos para as chuvas que aliviarão um pouco o sofrimento do homem do campo. “O xiquexique tem dado sinais positivos. O xiquexique é uma das maiores experiências do homem do campo. Ele já deu um alerta. Mais ainda é pouco. O que acontece com ele é que a ponta da galha, ela fica amarelinha. Ela enche o espinho de água. No tronco, o espinho fica mole e aquela ponta cresce um pouco mais, com isso, pode esperar que vem chuva. O xiquexique também prepara uma lã e por trás dela dá um broto que é a sua flor. Se chover hoje, amanhã ele amanhece todo florado“, relata.

Mesmo que de forma lenta, a Jurema, que é uma árvore nativa da Caatinga, também está dando sinais de que a chuva virá. “Ela está cheia de botões adormecidos, aguardando a chuva. Agora, eu estou achando a coisa ainda muito devagar“, afirmou.

Anos de chuva e de seca

O profeta, Chico Elpídeo, finalizou nossa conversa falando sobre os anos de seca e de invernos bons em Caicó: “Eu quero lhe falar sobre o ano ’18’. Esse é o único número na história em que não houve uma seca. Nós tínhamos os anos de 12, 13 e 18, na mesma situação. Os dois primeiros já foram, ou seja, houve seca. “O ano de 1918, não foi bom de inverno. Foram registrados cerca de 520 milímetros. Agora, em 1919, só choveu 107 milímetros em Caicó. Foi uma seca grande. Em 1932, foram 111 milímetros e em 2012, o volume de chuva em Caicó, foi de 125 milímetros. Os anos que mais choveram em Caicó, foram: 1974, com 1.560 milímetros e 1985, com 1.558 milímetros“, contou.



Meteorologista Luiz Carlos Molion reafirma que 2018 terá bom inverno no Nordeste

Professor Luiz Carlos Molion reafirma inverno bom em 2018

O meteorologista, Luiz Carlos Molion, conversou com o Blog Sidney Silva na manhã desta sexta-feira (20), e reafirmou o que já tinha dito sobre a probabilidade de que o ano de 2018, seja de bom inverno. Ele disse que está em atuação, o fenômeno La Ñina que é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico. “Quando temos uma La Ñinha forte, temos chuvas no Nordeste. Esse fenômeno começou a se instalar no mês de agosto e pelos dados da semana passada, indicam que praticamente, mais da metade do Pacífico, inclusive, algumas regiões estão 3 ou 4 graus a baixo da média, ou seja, está bem frio”, disse.

Ouça o áudio da entrevista:



Chuvas registradas em Caicó seguem sendo irregulares

Chuvas irregulares em Caicó durante 3 anos seguidos

As chuvas que foram registradas no Rio Grande do Norte em 2017, até este mês de abril, não foram suficientes para que os reservatórios que abastecem às cidades tivessem a recarga de seus volumes. As chuvas foram, até aqui, irregulares. O meteorologista, Luiz Carlos Molion, anunciou no Blog Sidney Silva, que seria assim.

Fazendo uma pesquisa no site da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, constatamos que os registros de 2017 estão bem a baixo dos anos de 2015 e 2016. É bom lembrarmos que estamos apenas no mês de abril.

Vejam os dados de registro de chuvas em Caicó fornecidos pela Emparn:

De Janeiro a Dezembro de 2015:

6º BPM – 289,2mm

Açude Mundo Novo – 301,8mm

Distrito da Palma – 25,0mm

Itans – 319,6mm

Emater – 381,8mm

Distrito de Laginhas – 0,0mm

De Janeiro a Dezembro de 2016:

6º BPM – 497,6mm

Açude Mundo Novo – 365,8mm

Distrito da Palma – 0,0mm

Itans – 535,0mm

Emater – 562,1mm

Distrito de Laginhas – 0,0mm

De Janeiro a Abril de 2017:

6º BPM 117,0mm

Alude Mundo Novo – 372,1mm

Distrito da Palma – 4,4mm

Itans – 434,1mm

Emater – 190,8mm

Distrito de Laginhas – 7,4mm



Profeta do tempo não acredita em bom inverno em 2017

Gercino Wilson da Natividade também é profeta do tempo – (Foto: Sidney Silva)

O profeta do tempo, Gercino Wilson da Natividade, de 79 anos, da cidade de Serra Negra do Norte, participou de reunião ocorrida no Sebrae em Caicó, juntamente com o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot. Ele entrevista à imprensa local, seu Gergino disse que o inverno deste ano, será poucas chuvas.

Alguns fatos registrados na natureza, segundo o profeta, o levam a acreditar no inverno fraco no nordeste. “A Aroeira perdeu a carga, o Pau-Pedra, perdeu a carga, a Carnaubeira, perdeu a carga”, contou. Por tudo isso, ele afirma que vem chuva menos do em 2016.

Ouça a entrevista completa com Gercino Wilson da Natividade, profeta do tempo.

 



Meteorologista alagoano reafirma que inverno de 2017 será de transição

Professor Luiz Carlos Molion reafirma inverno fraco em 2017

O meteorologista, Luiz Carlos Molion, concedeu entrevista na Rádio Caicó nesta terça-feira (07) e repetiu o que já tinha dito no final de 2016, ou seja, que as chuvas de 2017, seriam pelo menos melhores do que as que caíram em 2016 e 2015, na região semiárida do Nordeste brasileiro.

Ele também reafirmou que os invernos de 2018 e 2019, poderão ser acima da média histórica.

Ouça a entrevista concedida a Sidney Silva: