Jornalista relata coação e agressão verbal de deputado dentro da Assembleia Legislativa

Como jornalista, talvez esse seja o texto mais difícil que já escrevi. Olhos cheios de lágrimas, coração apertado, dúvidas sobre o que pode acontecer comigo a partir de agora. Mas muita vontade de dar a minha contribuição de viver num mundo melhor, pra mim e pra minha filha. Decidi não me calar.

Na última quinta-feira (11/10) eu fui vítima da intolerância política que estamos testemunhando no país e que chegou no seu mais grave momento com a chegada do segundo turno das eleições.

Eu já noticiei tanto sobre esses casos que estão acontecendo. O último, o de uma médica, no serviço público do Rio Grande do Norte, que rasgou uma receita porque ao perguntar em que candidato o paciente votaria, ele afirmou votar no candidato do PT. Fiquei indignada! Mas, jamais pensei passar por isso. Estava enganada!

Na quinta-feira pela manhã eu estava trabalhando quando um superior fez o sinal usado pelo candidato Bolsonaro, aquele que simula duas armas. Ele me perguntou se eu estava pronta pra fazer o tal gesto. Eu falei que não faria porque não voto nesse candidato, na verdade decidi não votar em nenhum dos dois candidatos postos por não concordar nem com um nem com o outro. Foi aí a minha surpresa, o superior, o deputado estadual Getúlio Rêgo, que até então sempre tive uma boa convivência, começou a me insultar. Ouvi palavras como corrupta, mentirosa, e que eu deveria pedir exoneração do meu cargo (de confiança). Ele estava completamente alterado, falando alto, gesticulando em minha direção. Por um momento, pensei em explodir, me contive. Consegui me manter firme e respeitosa, mesmo que muito constrangida, principalmente pelo fato de na hora estar conduzindo convidados para uma reunião de trabalho. Argumentei que o voto é livre, e eu podia votar em quem quisesse ou até mesmo me omitir.

Ele continuou esbravejando, na frente deles e de mais alguns servidores, que eu deveria votar em quem meu chefe mandasse. Eu voltei a argumentar que não estávamos mais no tempo de “votos de cabrestos”, algo muito utilizado nos “currais” eleitorais e que meu chefe direto é democrático, jamais iria me obrigar a votar em quem eu não quisesse.

Ele continuou sem respeitar a minha decisão. Se alterou ainda mais, falando em tom ameaçador. Eu decidi encerrar o assunto entrando na sala para participar da reunião que estava programada. Pedi desculpas aos convidados pelo ocorrido, mantive a calma para terminar aquela demanda, mas depois desabei. Conversei com colegas, ouvi familiares, procurei um advogado.

Algumas pessoas disseram que seria meu fim eu expor esse assunto, outras me apoiaram, me incentivaram. Passei alguns dias analisando sozinha, pedindo a Deus uma resposta, deixando a “poeira” baixar e a emoção ser controlada para aí sim tomar uma decisão mais acertada.

Se eu, jornalista, assessora de imprensa, apresentadora de um jornal na rádio, de um programa de TV, não pode falar, quem pode?

As milhares de mulheres e homens que estão passando por isso em seus empregos em todo país ou em outros locais? Não. Eu digo não à intolerância política!!!

O voto é livre!!!

Se você vota num candidato que eu tenho repulsa eu preciso respeitar. Não deixe ninguém lhe dizer que você é menos inteligente ou menos cidadão por isso. Se você quer votar em Haddad, vote livremente. Se você vota em Bolsonaro, vote livremente. Se quiser votar em branco, nulo, vote livremente.

Em tempos de #elenão e #elesim eu o convido a levantar uma bandeira muito mais importante, a da tolerância. Essa é a minha campanha. #intoleranciaNao #toleranciasim




Prefeita é presa por envolvimento em morte de jornalista

Agência Brasil – A prefeita de Santa Luzia (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Roseli Ferreira Pimentel (PSB), foi presa nesta quinta-feira (7) por suspeita de envolvimento na morte de um jornalista em agosto do ano passado. O mandado de prisão foi assinado pelo juiz Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

De acordo com a decisão, ela teria participado do homicídio de Maurício Campos Rosa, que era dono do jornal local O Grito. Também foram presos três homens suspeitos do crime.

Roseli foi encontrada pela Polícia Civil em sua própria casa e foi levada a uma delegacia em Belo Horizonte. Antes de ser encaminhada para uma unidade prisional, ela deverá ser submetida a exames no Instituto Médico Legal (IML).

Reeleita em 2016 para um segundo mandato, Roseli teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) por irregularidades na sua campanha. Ela foi afastada em 7 de junho. No entanto, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e conseguiu uma liminar, retornando ao cargo 15 dias depois.



DEFUR vai apurar assalto à jornalista

Por determinação do delegado geral da Polícia Civil, Claiton Pinho, o assalto que ocorreu na madrugada do último domingo (05), em Nova Parnamirim, região metropolitana de Natal, em que foi vitimada uma jornalista, será investigado por atribuição pela Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur).

Os procedimentos iniciais que auxiliarão a Defur na investigação do crime foram realizados pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (NIP).



Jornalista é baleada durante assalto em Nova Parnamirim

Do Portal BO – Uma jornalista, que terá o nome preservado, foi baleada na perna durante um assalto na madrugada deste domingo (04) ao trafegar pela rua Professor Olavo Montenegro, em Nova Parnamirim. A comunicadora foi “trancada” por um casal em um carro, quando tentou desviar, capotou e sofreu um tiro na perna. Os assaltantes ainda levaram todos os pertences da vítima que se fingiu de morta para não morrer.

A jornalista está internada, passou por um procedimento cirurgico, mas não corre risco de morte. Segundo informações de um amigo da vítima, a bala ainda se encontra alojada na perna, situação que demanda cuidado e segue em observação.

De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Militar, diligências estão em andamento na tentativa de identificar, localizar e prender os suspeitos. O major Eduardo Franco informou que vai colher todas as informações sobre as características dos criminosos para acelerar as buscas.

O delegado geral da Polícia Civil, Clayton Pinho, determinou que a equipe de plantão da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa) recolha o máximo de informações, inclusive, imagens de câmeras de segurança do local onde ocorreu o crime. “Vamos tratar o assunto com todo empenho para identificar os envolvidos nesse crime”, disse. Qualquer informação sobre os suspeitos pode ser repassada através do número 181 ou 3232-1195.