Último fim de semana da exposição ‘Quando a pele incendeia a memória’

Último fim de semana da exposição ‘Quando a pele incendeia a memória’

Os potiguares têm poucos dias para conhecer ou revisitar a exposição fotográfica “Quando a pele incendeia a memória – Nasce um fotógrafo no sertão do século 19″, em cartaz no Natal Shopping até o dia 28 de setembro, sendo este o último fim de semana que a mostra fica em cartaz. O espaço revela os primeiros retratos de pessoas negras do Rio Grande do Norte sob o olhar de José Ezelino da Costa no início do século 20. O Morada da Paz, por meio do programa de incentivo à cultura Djalma Maranhão da Prefeitura do Natal, com curadoria de Ângela Almeida e realização da Cultura de Valor, são parceiros do projeto, que fica aberto a visitação no horário de funcionamento do mall, das 10h às 22h. A entrada é gratuita.

A exposição apresenta 40 fotografias que revelam a identidade social da cultura negra e o dia a dia da região do Seridó, cuja sociedade da época era predominantemente branca, comandada por uma elite de coronéis e fazendeiros. Todo o trabalho de pesquisa virou livro e é assinado pela professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Almeida, e conta com expografia de Rafael Campos e Michelle Holanda. Para finalizar o projeto, a pesquisadora contou com o apoio da sobrinha-neta de José Ezelino, a arquiteta Ana Zélia Moreira, que apresentou o álbum de família, herança deixada por sua mãe.

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Exposição revela identidade da cultura negra do Seridó potiguar no século 20

Exposição revela identidade da cultura negra do Seridó potiguar do século 20

Os primeiros retratos de pessoas negras do Rio Grande do Norte fotografadas por José Ezelino da Costa no início do século 20 serão apresentadas ao público, pela primeira vez, na exposição “Quando a pele incendeia a memória – Nasce um fotógrafo no sertão do século 19“. O projeto acontece entre os dias 6 e 28 de setembro, no 2º piso do Natal Shopping, paralelamente ao lançamento do livro que dá nome à mostra da professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Almeida. A iniciativa conta com patrocínio do Morada da Paz, por meio do programa de incentivo à cultura Djalma Maranhão da Prefeitura do Natal, com realização da Cultura de Valor, e será apresentada no horário de funcionamento do mall, das 10h às 22h.

A exposição, que tem curadoria de Ângela Almeida e expografia de Rafael Campos e Michelle Holanda, contará com 40 fotografias. Os retratos revelam a identidade social da cultura negra e o dia a dia da região do Seridó, cuja sociedade da época era predominantemente branca, comandada por uma elite de coronéis e fazendeiros. A pesquisadora contou com o apoio da sobrinha-neta do retratista, a arquiteta Ana Zélia Moreira, que apresentou o álbum de família, herança deixada por sua mãe.

A importância histórica do legado de José Ezelino reside nos pequenos detalhes estéticos e sociais de sua fotografia. Um pioneirismo silencioso, que agora vem à tona publicamente. “Não podemos afirmar que José Ezelino quisesse revelar alguma espécie de racismo sobre sua condição de negro ou sobre a sociedade que vivia. Entretanto, podemos perceber que ele provocou por meio de sua fotografia, uma imagem forte de identidade social, principalmente por ser uma sociedade de descendência branca aristocrática. Assim, ele registrou lindamente os negros, seus descendentes da mesma estética que fotografava as famílias brancas que iam ao seu estúdio”, explica Ângela Almeida.

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