Casos de corrupção são maioria entre as ações extrajudiciais acompanhadas pelo MPF de Caicó

Procuradora do MPF em Caicó, Maria Clara Lucena, disse que a maioria dos casos que chegam são de corrupção – (Foto: Sidney Silva)

O Ministério Público Federal sediado em Caicó, acompanha pelo menos 114 processos extrajudiciais e desses, 67 são vinculados a 5ª Câmara de Combate a Corrupção.

De acordo com a Procuradora, Maria Clara Lucena, os casos mais frequentes são de desvios de verbas de convênios federais e também suspeita de crimes de peculato, aplicação irregular de verba pública, estelionato, sonegação previdenciária e apropriação indébita.

Dos delitos que nós investigamos e dos assuntos tratados na Procuradoria de Caicó, as práticas relacionadas a corrupção, são a maioria. Essas são ações extrajudiciais. Os casos que estão judicializados e tratam do tema corrupção, também são relevantes e seguem a mesma linha dos extrajudiciais em se falando de quantidade“, disse ela ao Blog Sidney Silva.

Dos 18 procuradores da República que atuam no Rio Grande do Norte, 14 trabalham junto ao NCC investigando irregularidades (crimes ou atos de improbidade administrativa) que envolvam órgãos e verbas públicas federais, tanto na capital, quanto em todo o interior. Quaisquer denúncias ao MPF podem ser feitas presencialmente, nas unidades, ou pelo site http://www.mpf.mp.br/para-o-cidadao/sac

Com unidades em Natal, Mossoró, Caicó, Assu e Pau dos Ferros, o MPF acompanha somente no Rio Grande do Norte 1.511 procedimentos extrajudiciais e 779 judiciais que tratam de casos de improbidade administrativa. O estado também foi o primeiro a contar com um Núcleo de Combate à Corrupção e Outros Ilícitos (NCC), criado em 1º de junho de 2007, e que garantiu desde então maior rapidez no ajuizamento de ações criminais e da área de improbidade administrativa.

Manus, Alcmeon, Lavat, Kodama, Anjo Mau. Esses são os nomes de algumas das operações de combate à corrupção promovidas neste ano pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Norte e representam, em geral, a imagem mais conhecida do trabalho da instituição no combate aos desvios de recursos, mau uso do dinheiro público e outras ilicitudes semelhantes. Porém o trabalho dos procuradores da República no estado não se resume a essas operações.