Suspeito de matar Marielle é transferido para presídio federal

Marielle foi assassinada no Rio de Janeiro

Suspeito de envolvimento na morte da vereadora carioca Marielle Franco, o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, deixou na manhã de hoje (19), a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu I). Ele foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A transferência foi determinada pelo juízo da 5ª Vara Criminal do Rio de Janeiro no dia 14 de maio, a pedido do Ministério Público Estadual (MP). O MP alegou que a transferência é de “grande relevância para o interesse da segurança pública”.

Em inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital, Curicica figura como um dos suspeitos de mandar matar Marielle Franco, no dia 14 de março, em uma rua do bairro do Estácio, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Ele também é apontado pelo MP como principal líder do grupo criminoso conhecido como Milícia de Jacarepaguá.



Assassinato de Marielle aponta para envolvimento da milícia, diz Jungmann

As investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes apontam para o envolvimento da milícia, disse nesta segunda-feira (16) o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

“As investigações avançam. Estão partindo de um grande conjunto de hipóteses e afunilando. E uma das possibilidades que têm crescido é que seja um crime ligado às milícias”.

Perguntado se descartaria o envolvimento de vereadores no crime, o ministro disse que nenhuma hipótese deve ser descartada. “Acho que não podemos descartar nada. Sobretudo se existem áudios, se existem informações, que possam levar a qualquer responsabilização”, destacou.

Marielle e Anderson foram mortos no dia 14 de março, no bairro do Estácio, quando o carro em que estavam foi alvejado 13 vezes. Os assassinos estavam seguindo a vereadora desde a Lapa, onde ela participou de seu último compromisso político.



Cinco de 11 câmeras da Prefeitura no trajeto que Marielle fez antes da morte estão desligadas

O percurso de cerca de três quilômetros feito pelo motorista Anderson Gomes e pela vereadora Marielle Franco (PSOL) antes de serem mortos no Centro do Rio, o carro dos criminosos passou por onze câmeras da Prefeitura do Rio. Quase metade delas, cinco estavam desligadas, conforme o G1 apurou. A informação foi confirmada pela Prefeitura.

A primeira das onze, ainda na Rua do Senado, e a última, na Rua João Paulo I, não constam no sistema do Centro de Operações da Prefeitura, somente no da Companhia Estadual de Tráfego do Rio (CET-Rio). Não há informações do funcionamento delas. Outra, no Largo do Estácio, consta como defeituosa, mas funciona e revelou que a perseguição foi feita por dois carros.



Carro que pode ter sido usado no assassinato de Marielle é localizado em MG

Carro que pode ter sido usado na morte da vereadora Marielle é encontrado – (Foto: Reprodução Web TV Minas)

A Polícia Civil de Minas Gerais informou ter localizado na cidade de Ubá, região da Zona da Mata, um carro tipo Loga de cor prata com placas do Rio de Janeiro, suspeito de ter sido usado nos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes na última quarta-feira (14) no Rio de Janeiro.

O veículo que tem características semelhantes – como cor e modelo – ao que foi usado no crime, foi encontrado abandonado próximo a uma ponte interditada no Bairro Industrial, na madrugada deste domingo (18).

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