Inscrições para o Vestibular de Medicina da UnP seguem até dia 14 de novembro

A Universidade Potiguar está com inscrições abertas até o dia 14 de novembro para o Vestibular de Medicina 2018.1. Ao todo, estão disponíveis 124 vagas iniciais para o Curso, que é o 10º melhor do País e 3º lugar no Norte-Nordeste entre as instituições privadas, de acordo com avaliação do Ranking Universitário Folha 2017. As provas serão realizadas nos dias 18 e 19 de novembro em Natal, Mossoró e João Pessoa e as inscrições podem ser realizadas clicando aqui.

Poderão participar do vestibular os candidatos que tiverem concluído o Ensino Médio ou equivalente e tenha efetuado a inscrição. A seleção será composta por provas de redação e objetivas, sobre temas constantes no edital. Confira mais abaixo o documento com as informações completas sobre o processo seletivo.

QUALIDADE

Há mais de 10 anos a Universidade Potiguar oferta o curso de Medicina, sendo o primeiro e único na área oferecido por uma Instituição privada no RN e que possui profissionais premiados internacionalmente pela rede Laureate. O ensino de qualidade que chega ao aluno da Escola da Saúde conta também com o suporte de modernos laboratórios e infraestrutura que permite a familiarização com os ambientes profissionais, como UTI e simuladores robóticos. Além disso, a UnP tem parcerias com o SUS e estágios para a prática médica a partir do 5º ano.

Edital – Vestibular de Medicina 2018.1



Filho de assentados cola grau em Medicina na UERN

Adriana Morais (Agência UERN) – “Eu não acreditava que chegaria a esse momento”, declara o estudante de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Caio da Fonseca Silva, 28, sobre a sua colação de grau, que ocorrerá nesta quarta-feira, 6. A expressão remete a sua difícil trajetória até conquistar o tão desejado diploma de graduado.

Caio da Fonseca Silva cola grau no curso de medicina da Uern nesta quarta-feira

Filho de assentados, Caio da Fonseca Silva viu na educação uma alternativa para transformar a sua vida e de sua família. “Trabalhávamos com meu pai na agricultura, no Projeto de Assentamento Quixaba. Meu irmão (que é formado em Direito, também pela UERN) foi o primeiro da família a se ater para os estudos. Inspirado nele, também decidi trilhar por esse caminho”, relata.

As dificuldades em seguir com os estudos foram muitas, antes mesmo de ingressar na faculdade. Por muitas vezes, ele percorreu de bicicleta 22 quilômetros do assentamento Quixaba até a escola onde cursava o Ensino Médio para não perder aula. “Foi então, que decidi vir para Mossoró. Vim morar na Casa do Estado de Mossoró, onde fiquei por cinco anos”, afirma o discente.

Quando concluiu o Ensino Médio, Caio da Fonseca não prestou vestibular de imediato. “Infelizmente, o ensino público deixa muito a desejar e para se tornar competitivo para o curso que eu desejava, tive que estudar por alguns anos para ter base para passar. Estudava em média 16 horas por dia”, lembra Caio. Segundo ele, como estudava bastante, conseguiu uma boa base em disciplinas como química e física, e passou a dar aulas de monitoria em cursinhos da cidade, e em troca, os proprietários dos cursinhos permitiam que ele assistisse aulas em disciplinas que tinha mais dificuldades, como português e redação. “Isso me ajudou muito”, diz.

Em 2010, passou em Medicina. Os seis anos de graduação foram tão difíceis ou mais do que o período do Ensino Médio. “Foi difícil, foi muito sofrido. Minha família tinha a maior boa vontade, me incentivava, mas infelizmente, não tinham como me ajudar na questão financeira. Por mais que a UERN seja uma instituição pública, se manter no curso requer muitos gastos, com livros, material, xerox”, declara. Ele lembra que muitos professores da Faculdade de Ciências e Saúde o ajudaram, inclusive financeiramente.

Como minha família é do assentamento Quixaba, tinha que conseguir moradia aqui em Mossoró. A ideia era ir para a Residência Universitária, mas mesmo na residência ficava pesado para arcar com alimentação e o transporte para ir à Faculdade. Então, uma pessoa da faculdade e pessoas de fora me ajudaram a pagar aluguel em uma residência perto do curso e assim consegui levar. Sinceramente, em algumas situações eu achava que não ir conseguir”, relata o estudante.

Hoje, prestes a receber o diploma em Medicina, Caio da Fonseca Silva relembra com emoção toda sua trajetória. “Ainda não caiu a ficha, acho que só vou acreditar quando tiver o diploma em mãos. Não existem palavras para descrever a felicidade que eu tenho, principalmente em ver a felicidade dos meus pais em ver mais um filho formado”, diz o graduando. As suas metas agora são trabalhar para estruturar a vida sua e de sua família, e até o final do próximo ano prestar residência para neurocirurgia.

Para ele, a UERN foi um divisor de águas em sua vida. “Sempre sonhei em estudar na UERN, sempre me via estudando aqui, na FACS. A Faculdade de Medicina me tornou uma outra pessoa. Vivi muitas coisas aqui, e hoje sou uma pessoa mais humana, muito melhor. Devo muito do que eu sou aos meus professores e ao corpo de servidores da instituição. Vou levar a UERN comigo para onde for”, finaliza.