Sesap divulga boletim com atualização de casos de microcefalia e outras malformações

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou o boletim com a situação epidemiológica e vigilância de síndromes congênitas associadas à zika e STORCH (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes) no Rio Grande do Norte. Os casos confirmados passaram para 149.

No universo de 516 casos suspeitos notificados, foram descartados 241 e estão sob investigação 122 casos. Do total de casos notificados, 8,6% evoluíram para óbito após o parto ou durante a gestação (abortamento espontâneo ou natimorto).

No Rio Grande do Norte a área técnica do controle vetorial da Sesap orienta aos municípios sobre as técnicas de controle mecânico ou ambiental e o químico em última opção para cortar a transmissão pelo mosquito em territórios com grande densidade do vetor.

O controle do vetor é realizado pelos Agentes de Endemias nos Municípios sob a supervisão e orientação dos Sesap. Os Agentes realizam também o trabalho de orientar a população de maneira geral e a comunidade em específico sobre sintomas, riscos e agente transmissor de doenças e medidas de prevenção individual e coletiva, bem como a remoção e eliminação de criadouros.

São eles quem encaminham os pacientes com sintomas sugestivos de Dengue, Zika ou Chikungunya para atendimento nas unidades de saúde que farão a notificação se considerado suspeito. Também fazem a aplicação de produto químico quando não for possível a remoção de criadouro realizando o cálculo de cubagem dos depósitos conforme orienta o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).



Pesquisa sobre microcefalia será realizada no RN

A prevalência da microcefalia em pequenos municípios brasileiros, significativamente mais alta que nos mais populosos, tem levantado entre pesquisadores a suspeita de que fatores ambientais existentes no campo podem estar relacionados às malformações observadas em bebês após a infecção das mães pelo Zika vírus. Essa é a hipótese levantada em um artigo publicado este mês de julho no SciFed Virology Research Journal da Scientific Federation e assinado pelos professores Ion de Andrade, da Universidade Potiguar (UnP), integrante da rede Laureate, e Massimo Giangaspero, da Universidade de Teramo, na Itália. Ainda neste semestre, a publicação resultará em uma pesquisa maior que tem o propósito de aprofundar as investigações.

Médico com Doutorado em Ciências da Saúde/Medicina II, o prof. Ion de Andrade afirma que os números da epidemia de microcefalia registrados no final de 2015 no Brasil se mostram assimétricos quando avaliados por localidade: as cidades com menos de 50 mil habitantes possuem proporcionalmente 4,6 vezes mais casos do que aquelas com 100 mil habitantes. “Isso nos fez levantar a hipótese de que um cofator presente no meio rural pode atuar conjuntamente com o Zika vírus”, explica.

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