Molion diz que Seridó do RN poderá ter 650 milímetros de chuva em 2018

Molion prevê 650 milímetros de chuva no Seridó

O meteorologista e professor universitário, Luiz Carlos Molion, escreveu neste final de semana ao nosso blog dando informações das últimas análises que fez sobre as chuvas de 2018, na região Seridó do Rio Grande do Norte.

De acordo com Molion, as precipitações pluviométricas devem ficar um pouco acima da média histórica anual. “Minha previsão é que, neste ano, o total de chuva fique em média entre 10% e 15% acima da mesma, em torno de 650mm. Para o trimestre janeiro-março, espero um mínimo de 320mm e, para abril-junho, um mínimo de 220mm“, disse.



“Entraremos em um ciclo de oito ou nove anos de chuvas mais regulares”, Luiz Carlos Molion

A tendência, agora, é de quebrar um ciclo que já vinha ocorrendo. As pessoas quase sempre se referem ao passado mais recente, como 2015 e 2016. Mas se olharmos os dados, veremos que vem desde 2010. Esse ciclo, de oito anos, está sendo quebrado agora e entraremos em um outro ciclo de oito ou nove anos em que as chuvas estarão mais regulares. Não há nenhuma perspectiva de termos uma seca severa como essa desse período. No fundo, nessas situações, há um efeito cumulativo. Quando alternam anos chuvosos e secos, não afeta tanto. Mas numa sequência como essa, praticamente desde 2010, os recursos hídricos disponíveis vão se esgotando. Esse ciclo terminou e acredito que pelos próximos nove ou dez anos não teremos nenhum evento de seca severa, mesmo que ocorra algum ano com chuvas abaixo da média.

Do meteorologista, Luiz Carlos Molion, em entrevista ao jornalista Hudson Helder, da Tribuna do Norte



Meteorologista Luiz Carlos Molion reafirma que 2018 terá bom inverno no Nordeste

Professor Luiz Carlos Molion reafirma inverno bom em 2018

O meteorologista, Luiz Carlos Molion, conversou com o Blog Sidney Silva na manhã desta sexta-feira (20), e reafirmou o que já tinha dito sobre a probabilidade de que o ano de 2018, seja de bom inverno. Ele disse que está em atuação, o fenômeno La Ñina que é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico. “Quando temos uma La Ñinha forte, temos chuvas no Nordeste. Esse fenômeno começou a se instalar no mês de agosto e pelos dados da semana passada, indicam que praticamente, mais da metade do Pacífico, inclusive, algumas regiões estão 3 ou 4 graus a baixo da média, ou seja, está bem frio”, disse.

Ouça o áudio da entrevista: