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Advogado preso por suposto envolvimento com facção criminosa é transferido para Academia da PM

Tribuna do Norte – O advogado preso na última terça-feira (3), por suposto envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foi transferido da Superintendência Regional da Polícia Federal para a Academia de Polícia Militar Coronel Milton Freire, no Barro Vermelho, zona Leste de Natal. Maxsuel Deizon Freitas Gomes foi um dos alvos da Operação Extração, da Polícia Federal, que busca desarticular a cúpula do PCC no Rio Grande do Norte.

Maxsuel é apontado pela PF como suposto responsável pela comunicação e transmissão das ordens entre as lideranças do PCC no Estado. De acordo com a investigação, o advogado teve especial participação na divulgação de um “salve”  da organização criminosa em junho de 2019.



PF e DEPEN combatem facção criminosa que planejava ações violentas no RN

Agentes da Polícia Federal agiram nas primeiras horas da manhã desta terça

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (03), em conjunto com o Departamento Penitenciário Nacional-DEPEN, e apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, a Operação Extração, que busca desarticular célula regional da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital-PCC enraizada no Estado.

As medidas cautelares foram deferidas pela Justiça Estadual de Mossoró, que expediu 16 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, além de 01 mandado de prisão temporária contra um advogado potiguar suspeito de integrar a organização criminosa. Estão sendo empregados na ação cerca de 90 policiais federais que cumprem os mandados nas cidades de Natal, Mossoró, Extremoz, Ceará-Mirim, São Gonçalo do Amarante e Pau dos Ferros.

As investigações foram intensificadas em junho de 2019, depois que a Polícia Federal identificou o planejamento de um salve pelo PCC no Estado.

A organização planejava aterrorizar a população, por meio do incentivo dos faccionados à prática de ações violentas contra pessoas e coisas em várias cidades do RN. No salve identificado pela PF, a facção criminosa também tencionava ataques dentro do sistema prisional potiguar, incentivava a violência contra integrantes de facções rivais e sugeria confrontos com as forças policiais do Rio Grande do Norte.

Durante as investigações, informações foram compartilhadas com autoridades do RN e medidas preventivas adotadas. Não houve registro de atentados no período.

Todos os presos ocupam posições de liderança na filial potiguar da facção criminosa PCC.

O advogado hoje preso temporariamente em Natal teve especial participação na circularização do salve em junho de 2019, sendo o suposto responsável pela comunicação e transmissão das ordens (salves) entre as lideranças presas e membros da alta cúpula ainda em liberdade.

O crime de promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa é previsto na Lei nº 12.850/2013, punido com pena de reclusão de 3 a 8 anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.

A Polícia Federal possui como objetivo estratégico o combate à ação das facções criminosas no Estado do Rio Grande do Norte.

Não haverá entrevista coletiva