Ex-presidente do BB e da Petrobras, Aldemir Bendine é condenado a 11 anos de prisão

Aldemir Bendine deve cumprir pena imposta pela Justiça

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine foi condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato. A sentença foi decretada nesta terça-feira (7) pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª vara federal de Curitiba.

Na decisão, Moro afirmou que Bendine pediu e recebeu propina do Grupo Odebrecht enquanto esteve na presidência da Petrobras, a partir de fevereiro de 2015, quando substituiu a ex-presidente Graça Foster.

De acordo com o despacho judicial, “o condenado assumiu o cargo em meio a um escândalo de corrupção e com a expectativa de que solucionasse os problemas existentes. O último comportamento que dele se esperava era de corromper-se, colocando em risco mais uma vez a reputação da empresa”.

O cumprimento da pena, segundo determinou Moro, será em regime fechado. Bendine está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, desde julho do ano passado.

O executivo presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras até maio de 2016.


Vaccarezza é preso na Lava Jato e será levado para Curitiba

Vaccarezza é preso na Lava Jato e será levado para Curitiba – (Foto Agência Brasil)

O ex-deputado Cândido Vaccarezza foi preso temporariamente hoje (18) na capital paulista pela Polícia Federal, como parte da Operação Lava Jato. Ele será transferido, via terrestre, para a cidade de Curitiba, onde se concentram as investigações.

Além dessa prisão, a Polícia Federal (PF) cumpre 46 mandados judiciais, sendo 29 de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva e mais cinco de prisão temporária em São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Os mandados são cumpridos em duas operações, a 43ª fase, chamada de Operação Sem Fronteiras, e a 44ª, denominada Operação Abate.

A Operação Abate, em que Vaccarezza é investigado, quer desarticular o grupo criminoso que usava da influência do ex-deputado para obter contratos da Petrobras com empresa estrangeira. O dinheiro era usado para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.


38ª fase da Lava Jato prende dois operadores financeiros nesta manhã

Do G1 – Segundo o Bom Dia RJ, os dois operadores financeiros são Jorge Luz e Bruno Luz. Os dois já foram presos. Eles são investigados pelos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

O delator Nestor Cerveró afirmou que o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB, recebeu propina de dinheiro desviado da Petrobras através de um operador.

O Jorge Luz era um operador dos muitos que atuam na Petrobras. Eu conheci o Jorge Luz, inclusive nós trabalhamos, também faz parte de uma propina que eu recebi, que faz parte da minha colaboração na Argentina. E foi o operador que pagou os US$ 6 milhões, da comissão. Da propina da sonda Petrobras 10.000, foi o Jorge Luz encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros…”, disse Cerveró.

A assessoria de Renan Calheiros disse que ele nega as afirmações, que já prestou as declarações necessárias e está à disposição para novos esclarecimentos.


PF cumpre mandados da 38ª fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro

Do G1 – Policiais federais estão nas ruas desde as primeiras horas desta quinta-feira (23) para cumprir mandados da 38ª fase da Operação Lava Jato. Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva no Rio de Janeiro. A operação foi batizada de Blackout.

De acordo com as investigações, a ação tem como alvo principal a atuação de operadores financeiros identificados como facilitadores na movimentação de recursos indevidos pagos a integrantes das diretorias da Petrobras. Eles são investigados pelos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

Conforme a  PF, o nome da operação é uma referência ao sobrenome dos dois operadores.

“A simbologia do nome tem por objetivo demonstrar a interrupção definitiva  da atuação destes investigados como representantes deste poderoso esquema de corrupção”, disse a PF.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.