Operação “Medellin”: mantida prisão de advogada envolvida

A Câmara Criminal do TJRN julgou e rejeitou mais um Habeas Corpus referente à advogada Ana Paula Nelson, presa por suposto envolvimento na chamada “Operação Medellín”, que investiga as ações de uma quadrilha de tráfico de drogas, que também praticava os crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores. A operação foi deflagrada em 6 de setembro de 2016 pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Ela teria dado apoio à administração dos bens de alto padrão.

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Advogada investigada na Operação Medellín por descumprir benefícios da liberdade provisória

Policiais civis da Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc), prenderam a advogada Ana Paula Nelson, na tarde desta quinta-feira (08), mediante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva.

A Justiça expediu um mandado para que ela fosse presa porque a mesma não estava cumprindo regras impostas para aqueles que estão na liberdade provisória e com o uso de tornozeleira eletrônica.

A advogada, Ana Paula havia sido presa pela Denarc, em 2016 durante a realização da Operação Medellín. Ela foi presa em Natal, quando estava na casa da mãe.



Câmara Criminal julga novo HC relacionado à Operação Medellín

Os desembargadores que integram a Câmara Criminal do TJRN julgaram, na sessão desta terça-feira (28), mais uma demanda relacionada à chamada Operação Medellín, que investigou uma organização criminosa voltada às atividades de tráfico de drogas, associação para o tráfico, e lavagem ou ocultação de bens. Desta vez, o desembargador Glauber Rêgo rejeitou um pedido de Habeas Corpus por ausência de preenchimento dos requisitos legais.

“Não existe este suposto constrangimento ilegal sugerido pela defesa também”, acrescenta o relator, sobre o HC, movido em favor de Gilson Miranda Silva, apontado, na denúncia do Ministério Público, como um ‘destacado’ traficante de drogas em Natal.

Segundo o MP, Gilson Miranda contou com o apoio direto de uma advogada – presa durante a operação – e de um policial civil para escapar da prisão em outras oportunidades.

De acordo com as investigações, o acusado é apontado como o ‘cabeça’ de um dos núcleos criminosos no esquema de lavagem de dinheiro de tráfico de drogas que movimentou cerca de R$ 20 milhões em compra de imóveis e carros de luxo em Natal e Parnamirim.