Comitê vai provocar órgãos para solucionar problemas em barragens no Seridó

Comitê vai provocar debates sobre problemas existentes no Gargalheiras e na Passagem das Traíras

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó-Piranhas-Açu vai provocar os órgãos gestores com a finalidade de buscar soluções para os problemas em duas barragens potiguares. A informação foi confirmada pelo presidente do CBH PPA, Procópio Lucena. Os problemas foram diagnosticado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e apresentado no relatório de segurança de barragens 2016, que foi divulgado este ano.

Precisamos urgentemente realizar uma reunião envolvendo bancada federal e estadual, os prefeitos, Semarh, IGARN, ANA e comitê pra resolver essa grave e urgente questão de segurança destas Barragens. O momento de recuperar essas Barragens é agora no período seco. Não para esperar o retorno das chuvas para querer resolver um problema tão sério como este”, disse Procópio.

Ainda de acordo com ele, “vamos, enquanto comitê, provocar mais uma vez todos esses segmentos sociais pra juntos efetivar as devidas soluções elencadas por esse relatório da ANA sobre os reservatórios de Gargalheiras e Traíras. Não é possível esperar que chegue o período de inverno pra buscar soluções e ainda tentamos limitar volume do reservatório em decorrência de sua segurança em tempo de grave crise hídrica”, explicou.



País tem ao menos 25 barragens com estrutura danificada e com risco de ruptura; Duas estão no Seridó

Barragens Gargalheiras e Passagem das Traíras nno mapa das que precisam passar por reformas

Ao menos 25 barragens espalhadas por oito Estado brasileiros estão com estrutura comprometida e precisam de reparos para evitar danos em possíveis acidentes.

O diagnóstico faz parte do Relatório de Segurança de Barragens 2016 da ANA (Agência Nacional de Águas), obtido pela Folha. Esse é o primeiro relatório feito após o desastre da barragem da Samarco, em Mariana (MG), que resultou no maior desastre ambiental do país e deixou 19 mortos em Mariana (MG).

Para identificar as barragens com problemas, a ANA ouviu 43 órgãos de fiscalização estaduais e federais. Destes, nove responderam e apontaram 25 barramentos com danos estruturais que afetam a segurança.

Obviamente que é um número subdimensionado. Há barragens que não foram alvo de uma análise crítica feita diretamente pelo fiscal, que muitas vezes contradiz as informações dadas pelo empreendedor da barragem”, afirma Alan Vaz Lopes, superintendente-adjunto de fiscalização da agência de águas.

Das 25 barragens, 16 são públicas e 9 privadas, sendo a maioria ligada ao agronegócio. Nenhuma delas tem relação com mineração ou geração de energia. Em Alagoas, por exemplo, são sete em usinas de açúcar e álcool que estão comprometidas.

A Usina Seresta, em Teotônio Viela (AL), tem quatro barragens com vertedores insuficientes, que carecem de ampliação. O vertedor é a estrutura da barragem projetada para a água escoar em caso de uma cheia extraordinária.

Já a barragem de Canoas, na Usina Santa Clotide, em Rio Largo (AL), possui problemas de erosão no vertedor com chance de rompimento. A recuperação foi estimada em R$ 400 mil.

Entre as barragens públicas, a maioria é de reservatórios de água ou açudes –sendo a maior parte no Ceará, onde os órgãos de fiscalização apontaram nove com estrutura comprometida. Destas, sete são geridas pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos, responsável pela gestão da água bruta no Estado.

Em nota, o órgão informou que os problemas de cinco barragens já foram solucionados com investimentos de R$ 420 mil e que as obras para as de Tijuquinha e Cupim estão em fase de licitação.

A barragem no Ceará que mais precisa de reparos, contudo, pertence à Prefeitura de Potangi. A estrutura de Pau Preto possui erosões, afundamentos, buracos, árvores em meio aos canais de aproximação e restituição. O custo da recuperação foi estimado em R$ 496 mil –é o maior valor entre as 25 barragens com problemas estruturais.

No RN aparece duas barragens com estrutura que precisa de reparos imediatamente. São as barragens Marechal Dutra(Gargalheiras), em Acari e a Barragem Passagem das Traíras em Jardim do Seridó.

* Da Folha de São Paulo



Reunião discutiu alocação de água da Passagem das Traíras e do Rio Seridó

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piancó–Piranhas–Açu (CBH PPA) e a Agência Nacional de Águas (ANA) realizam nesta quinta-feira (03), reunião anual de alocação de água do sistema hídrico formado pelo reservatório Passagem das Traíras e pelo rio Seridó.

O evento ocorreu das 9 as 12 horas no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jardim do Seridó, na Rua Dr. Heráclio Pires, número 197, no centro da cidade.

Na pauta, temas como a apresentação pela ANA sobre os usos da água na região, debate sobre as demandas e disponibilidades apresentadas, apresentação pela ANA de regras gerais para os usos no sistema hídrico, debate sobre a proposta de marco regulatório e alocação de água 2017-2018; encaminhamentos pertinentes à proposta e aprovação do Termo de Alocação de Água.



Passagem das Traíras e Oiticica também estiveram na pauta de reunião em Brasília

PASSAGEM DAS TRAÍRAS – Também entrou na pauta, a obra de recuperação da barragem Passagem das Traíras no Município de Jardim do Seridó. O governador solicitou recursos para a obra no reservatório, cuja capacidade de armazenamento é de aproximadamente 50 milhões de metros cúbicos. O secretário adjunto de Recursos Hídricos, Mairton França, explicou que é prudente que os reparos aconteçam agora enquanto ele está completamente seco. A obra total está orçada em R$ 3,1 milhões e beneficiará cerca de 62 mil pessoas.

OITICA – O aditivo no orçamento da Barragem de Oiticica voltou à discussão. Já havia sido solicitada pela Secretaria de Recursos Hídricos uma diferença de R$ 104 milhões, que contempla a construção da Nova Barra de Santana, as indenizações aos moradores das áreas que serão inundadas, a construção de uma nova tomada de água para que o reservatório receba as águas do Rio são Francisco e a realização de estudos técnicos.

O ministro nos informou que estas ações dependem de orçamento, e é preciso ver de onde pode remanejar, para que este aditivo se viabilize. O encontro foi muito positivo e mostrou que as equipes técnicas estão trabalhando de forma sinérgica. Defesa Civil, Semarh e o Ministério da Integração estão falando a mesma língua”, avaliou o adjunto da Semarh, Mairton França.

Também acompanharam o encontro, o coordenador da Defesa Civil do RN, Coronel Elizeu Lisboa Dantas, o secretário Nacional de proteção e Defesa Civil, Coronel Renato Newton, o Secretário de Infraestrutura Hídrica do MI, Antônio de Pádua, e o assessor técnico da defesa civil (RN), Marcus Morais.