Morre o radialista Jota Gomes

Jota Gomes morreu em Natal nesta sexta

Um dos maiores repórteres policiais da história do Rio Grande do Norte morreu na manhã desta sexta-feira (1º). Aos 61 anos, Josimar Gomes da Silva, o Jota Gomes, passava por sérios problemas de saúde e estava internado desde o ano passado após um infarto, lesão de medula e problemas renais.  Ele faleceu com uma infecção, na UPA Potengi.

Desde o início da semana, Jota Gomes estava em estado grave devido à infecção. Na UPA ele precisou ser entubado e ficou se alimentando através de uma sonda. Pela manhã, o estado ficou ainda mais grave e o radialista não resistiu.

A carreira de Jota Gomes começou em 1977, na Rádio Difusora de Mossoró, seguindo depois para Natal e passando por rádios e emissoras de TV. O auge da carreira foi na TV Ponta Negra, no extinto programa policial “Aqui Agora”, onde o bordão “Jota Gomes, na marca da exclusividade” ficou marcado.

Após o sucesso na TV, Jota Gomes chegou a atuar como assessor de imprensa no ABC Futebol Clube e comentava futebol em uma rádio do interior do estado. 

Ainda não há confirmação sobre velório e sepultamento.

*Tribuna do Norte


Repórter não tem obrigação de responder pergunta de entrevistado

Passando aqui pra fazer um esclarecimento, que julgo necessário. Durante a entrevista, o prefeito Robson de Araújo (Batata) do PSDB, na noite desta segunda-feira (18), quando instigado a falar sobre a denúncia do Ministério Público, de que teria recebido propina antes e depois de assumir o mandato, fez perguntas aos repórteres e o gestor saiu do prédio da Câmara Municipal dizendo que calou a imprensa na entrevista.

Bem, Batata não respondeu, inicialmente, se tinha recebido propina e se esse teria sido o motivo de sua prisão. Preferiu fazer perguntas aos repórteres. Exemplo: “Quando eu digo que não fui preso por isso, lhe dou um exemplo claro: Roberto Germano, vocês já entrevistaram Roberto Germano? Ele foi preso acusado de receber 300 mil reais. Alguém entrevistou ele aqui, não?

Preciso esclarecer que ele (Batata), naquele momento, era o entrevistado e não os repórteres. Todos ficaram calados porque não tinha necessidade de responderem a quem estava sendo questionado. Ele como profissional da comunicação, sabe disso.

Essa é uma prática comum a algumas pessoas na hora da entrevista, lamentável.