Mantida sentença contra autor de arrombamento em supermercado de Caicó

Ao julgar um recurso de Apelação, a Câmara Criminal do TJRN manteve a sentença de primeiro grau por meio da qual a 3ª Vara da Comarca de Caicó condenou um homem à pena de quase dois anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial semiaberto, pela prática do crime de furto qualificado majorado, na forma tentada, previsto no artigo 155, parágrafos 1º e 4º, combinado ao artigo 14, ambos do Código Penal.

Jorge Miranda Silva foi preso quando tentava realizar o crime de furto, em um supermercado localizado no Centro de Caicó, entre meia noite e uma da manhã do dia 24 de março de 2020. Ele conseguiu entrar no Supermercado Diniz após arrombar o teto e assim ter acesso aos caixas. A prisão ocorreu após o dono do estabelecimento observar as câmeras de segurança e acionar a polícia que deteve o autor da tentativa, uma rua após o local.

Continue lendo

Ex-vereador Leleu Fontes recorre da sentença que o condenou por divulgação irregular de pesquisa eleitoral

Advogado Kelvin defende Leleu Fontes

O ex-vereador Dilson Freitas Fontes “Leleu” (MDB) encaminhou notícia ao Blog Sidney Silva, escrita por sua assessoria, relatando que seu advogado recorreu da sentença judicial que o condenou a pagamento de multa de R$ 53.205,00 (cinquenta e três mil, duzentos e cinco reais) pela conduta de divulgação irregular de pesquisa eleitoral.

.

Confira:

Após numerosos e inflamados comentários nos grupos de WhatsApp de Caicó sobre a recente Decisão Judicial que imputou a Dilson Freitas Fontes (Leleu) o pagamento de multa no valor de R$ 53.205,00 (cinquenta e três mil, duzentos e cinco reais), o ex-vereador informa que apresentou, durante o início desta tarde, seu Recurso Eleitoral junto ao TRE/RN.

Em contato com o Blog, Leleu expressou: “Fiquei extremamente tranquilo ao tomar ciência da Decisão da 25ª Zona Eleitoral, tendo em vista que não se trata de uma decisão definitiva.”

O advogado Kelvin Martins, que assina o Recurso Eleitoral, argumentou que a Decisão proferida pelo Juiz José Vieira de Figueirêdo Júnior, em que pese todo o brilhantismo jurídico do Insigne Magistrado, merece ser reformada integralmente, eis que necessário amoldar-se aos precedentes judiciais consolidados pelo TRE e pelo TSE, os quais distinguem de maneira clara os conceitos jurídicos de pesquisa eleitoral e enquete.

Em consulta ao portal do TRE, verificou-se que a 25ª Zona Eleitoral já intimou o Ministério Público no início desta noite, para apresentação de resposta ao Recurso de Leleu.


Justiça Federal do RN reconhece existência de grave desequilíbrio financeiro no Hospital Psiquiátrico Severino Lopes

A Justiça Federal do Estado do Rio Grande do Norte condenou, em primeira instância a União, o Estado e o Município de Natal a reajustarem os valores das diárias hospitalares do Hospital Psiquiátrico Prof.º Severino Lopes. O reajuste determinado tomou como base, os valores estabelecidos pela Portaria nº148/12 do próprio Ministério da Saúde. Essa portaria do MS regulamenta a remuneração das diárias de pacientes psiquiátricos em hospitais gerais, porém, excluía os Hospitais especializados em Psiquiatria.

Na decisão, que ainda cabe recurso, identificou-se uma desigualdade histórica existente na remuneração prevista para custeio de tratamento psiquiátrico em hospital geral e aquela prevista para um hospital psiquiátrico. O fato é que o SUS paga a um hospital geral, que venha a disponibilizar um percentual de seus leitos para tratamento de psiquiatria, até R$300,00 por diária de internação. Enquanto paga a um hospital psiquiátrico, que certamente possui um custo maior para ofertar tratamento especializado, menos que R$50,00 pela diária de internação.

A decisão destaca que o Hospital Psiquiátrico Professor Severino Lopes é o único hospital psiquiátrico filantrópico de Natal com atendimento pelo SUS, e que, atualmente, encontra-se endividado e ameaçado de paralisação dos serviços em decorrência do desiquilíbrio financeiro identificado.

Desde o ano de 2009 as diárias do SUS estabelecidas pelo Governo Federal, em R$43,73, não são reajustadas. Esse déficit financeiro levou o Hospital Psiquiátrico Professor Severino Lopes a um grande endividamento com bancos, sendo que apenas com dinheiro emprestado conseguiu se manter em funcionamento.

A sentença proferida pela Justiça Federal do RN se assemelha a outras decisões que vêm sendo tomadas no país, envolvendo exatamente o desequilíbrio econômico e financeiro entre os custos suportados pelos Hospitais Psiquiátricos e os valores que são pagos pelo SUS para o atendimento dos pacientes mais carentes.


Ex-servidora e advogado são condenados por apropriação de valores judiciais

O juiz Raimundo Carlyle, titular da 4ª Vara Criminal de Natal, condenou uma ex-servidora ocupante de cargo comissionado do Poder Judiciário do RN e um advogado pela prática do crime de peculato. Na condição de assistente de juiz, Isabelle Porto de Souza separava processos que apresentavam simultaneamente bloqueio da conta bancária dos réus e depósito voluntário e, em vez de providenciar para que um desses valores fosse devolvido ao devedor, confeccionava falsamente alvará judicial em benefício do advogado Rafael Lins Bahia Ribeiro, que, atuando como suposto advogado da parte ré, se dirigia ao banco para fazer o levantamento indevido dos valores e, em seguida, os rateava com a parceira. Segundo os autos, somando os sete processos judiciais em que ocorreu a fraude, no período de 2010 a 2011, os réus se apropriaram de mais de R$ 90 mil.

De acordo com a sentença, Rafael Lins Bahia foi o mentor do esquema, tendo confessado ter sido o responsável por tomar a iniciativa, instigando a servidora pública a praticar com ele os crimes apurados. O magistrado aponta que o acusado “foi o responsável por fraudar substabelecimentos fraudulentos e juntá-los aos autos dos processos, com o intuito de conseguir retirar os alvarás e sacar o dinheiro, estratagema que dificilmente permitiria a elucidação dos crimes, os quais somente foram descobertos em razão da busca fortuita de uma parte legítima em um dos processos por um alvará que os sentenciados já tinham levantado”. Continue lendo