Caso F. Gomes: Após confusão com informações, Gilson Neudo é solto no presídio de Caraúbas

O ex-pastor Gilson Neudo Soares do Amaral, foi posto em liberdade no final da manhã desta terça-feira (29). Ele estava detido preventivamente e atualmente no Cadeia Publica de Caraúbas, no Oeste do estado. A direção da unidade prisional confirmou a informação para o Blog Sidney Silva.

Sua prisão foi revogada pelo juiz Edilson Chaves de Freitas, da comarca de Pau dos Ferros/RN. A decisão foi proferida no dia 21 de agosto deste ano. O juiz atuou no processo da Operação Elefante Branco. No mesmo dia, a juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Natal, Eliana Alves Marinho, manteve a prisão preventiva antes decretada pelo juiz criminal de Caicó, Luiz Cândido Villaça. A magistrada atuou no processo da morte do jornalista F. Gomes, em relação a Gilson que foi desaforado para Natal. Por causa disso, ele não poderia ter sido solto em Caraúbas. Por coincidência, as duas decisões foram proferidas no mesmo dia e ambas constavam nos processos que o réu responde.

O magistrado de Pau dos Ferros disse que se fazia necessária a expedição do alvará de liberdade para o réu por causa do tempo em que se encontrava preso. “Como já transcorreu prazo superior a três anos entre a decretação das prisões preventivas até o presente momento e tendo em vista que o processo ainda não está concluso para sentença, a revogação da prisão preventiva dos acusados que ainda se encontram presos é medida que se impõe“.

A juíza, Eliane Alves Marinho, destacou em sua decisão que não vislumbrava nenhum fato para alterar as razões que deram ensejo à decretação da preventiva do réu Gilson Neudo Soares do Amaral. Disse ainda que “a materialidade e os indícios de autoria estão configurados nos depoimentos prestados perante a autoridade judicial e ainda no laudo de exame cadavérico“. E acrescentou que “também está configurada a necessidade de se garantir a ordem pública, dado que o réu foi pronunciado por crime grave, homicídio triplamente qualificado, além do que responde a outros processos criminais“.