Secretaria de Saúde estudará utilização da UPA no combate à covid-19

Vereadora Rosângela Maria encampa luta para que o prédio abandonado da UPA, seja usado durante a pandemia

Durante reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus, nesta terça-feira (26), a secretaria de Saúde anunciou que estuda a possibilidade de utilizar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no combate à pandemia. Essa era uma cobrança da presidente da Casa, Rosângela Maria.

Nosso mandato já havia sugerido a utilização da UPA no combate ao coronavírus”, destacou a presidente do Poder Legislativo, Rosângela Maria. Segundo ela, a UPA se tornaria ponto de triagem e, caso haja diagnostico positivo, o paciente seria regulado para o Hospital Regional.


Rosângela mantém defesa para transformar UPA em centro de triagem

Ideia de Rosângela é usar prédio da UPA

A presidente da Câmara Municipal de Caicó, Rosângela Maria, continua a defesa de indicação para transformar o prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Zona Norte, em centro de triagem. O objetivo, segundo ela, é atender casos suspeitos de coronavírus (covid-19).

“Estamos discutindo com o Poder Executivo alternativas de enfrentamento à pandemia. Além da doação de R$ 50 mil, a Câmara sugeriu a utilização da reserva de contingência, conforme previsto na LOA (Lei Orçamentaria Anual), e recursos advindos da emenda de um milhão de reais do senador Styvenson Valentim”, disse a presidente.

Segundo a presidente, o Município já utilizou R$ 500 mil destinados pelo senador para pagamento de pessoal, além de ter um projeto de transformação da UPA em policlínica. “Enquanto a mudança não acontece, e que deve custar mais um milhão de reais, poderia ser aproveitado o prédio ocioso como centro de triagem. Isso deixaria a iniciativa da policlínica encaminhada futuramente”, concluiu Rosângela.


Obra da UPA de Caicó segue inacabada

Prédio da UPA de Caicó está abandonado – (Foto: Sidney Silva)

O jornal Tribuna do Norte, divulgou matéria sobre a situação de 6 Unidades de Pronto Atendimento – UPA do Rio Grande do Norte. Algumas concluídas e sem funcionamento.

Confira parte da matéria, e os dados sobre a UPA de Caicó:

Enquanto a população do Rio Grande do Norte amarga longas filas de espera para ser atendida em unidades de saúde pública lotadas, Unidades de Pronto Atendimento (UPA), construídas com recursos do Governo Federal, estão  abandonados pelo poder público. Ruindo frente ao tempo de abandono, as obras milionárias se tornaram “elefantes brancos” e um problema oneroso aos cofres municípios.

Seis UPAs estão construídas e sem funcionamento nas cidades de Pau dos Ferros, Caicó, Santo Antônio, Lajes, Santa Cruz e Macau. Uma em Assu, que está inacabada, teve a ordem de serviço para a retomada da obra assinada no mês passado. Juntas, elas custaram R$ 11,6 milhões de recursos federais. Os dados são do Ministério da Saúde. Prefeitos e secretários de saúde das cidades alegam dificuldades financeiras para finalizar as estruturas e mantê-las.

Caicó (Seridó)

Situação:

Com obras iniciadas em 2014, a UPA de Caicó (foto) não foi concluída.  Na época, a previsão era de que a unidade de saúde fosse entregue à população em novembro do mesmo ano. Orçado em R$ 2 milhões, o empreendimento, com capacidade para atender até 200 mil pessoas, por ser do tipo 2,  nunca foi entregue.

O que diz o gestor:

O atual secretário de Saúde de Caicó, Edvaldo Dantas, disse que estava “se inteirando” sobre a situação da UPA, alegando que assumiu a gestão municipal há poucas semanas, em virtude da prisão do prefeito anterior. “Eu sei que não foi concluída. Parte de drenagem do terreno não foi realizada”, disse o gestor. A UPA de Caicó está sem prazo para começar a funcionar. Por solicitação do prefeito, os questionamentos foram enviados à secretaria de saúde do município, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

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